Folha PE
Servidores estariam atuando como policiais civis sem pertencerem à corporação
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE)
pretende apresentar uma denúncia à Corregedoria Geral da Secretaria de
Defesa Social (SDS) a respeito de casos de usurpação de função flagrados
na delegacia de Agrestina, no Agreste do Estado, no último fim de
semana. De acordo com a entidade, quatro servidores administrativos,
integrantes dos quadros do Instituto de Criminalística e da Secretaria
Estadual de Saúde (SES), exerceram funções de policiais civis, chegando a
portar armas, usar uniformes e utilizar viaturas durante o expediente. A
irregularidade ocorreu durante uma escala extra.
Conforme informações repassadas pelo sindicato, os profissionais já
estavam cedidos à Delegacia Seccional de Caruaru, na mesma região do
Estado, de onde teria partido a ordem para reforçarem a equipe de
Agrestina no último domingo (1º) e na segunda-feira (2), durante a festa
de Nossa Senhora do Desterro. “O absurdo é que somente uma pessoa que
estava na delegacia era, de fato, policial. Isso mostra a falta de
planejamento e o desrespeito com a população, que acreditou estar
segura, mas não contava com o apoio de pessoas treinadas para isso”,
declarou o presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros.
A denúncia das irregularidades chegou à entidade através de uma denúncia
anônima. Durante uma vistoria surpresa na delegacia, um dos servidores
“emprestados”, o que era originalmente vinculado à SES, acabou preso por
estar com o porte de arma vencido, mas pagou fiança e foi liberado.
“Mas nem um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) foi feito para os
outros por usurpação de função. Vamos cobrar a responsabilidade do
delegado do plantão e de quem tinha conhecimento da situação”, completou
Cisneiros.
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