Do JC Online
População compareceu a velório de vítimas e se comoveu na cerimônia.
As investigações sobre a chacina que deixou três
conselheiros titulares e uma idosa mortos, nesta sexta-feira (6), em
Poção, no Agreste pernambucano, ficarão sob sigilo absoluto até a
conclusão do inquérito. A informação foi divulgada pela assessoria de
imprensa da Polícia Civil. Todo o processo corre em sigilo por envolver
uma menor de idade.
A Secretaria de Defesa Social do Governo de Pernambuco designou
quatro equipes da Polícia Civil especializadas em homicídios para
investigar o quádruplo homicídio. A força-tarefa é comandada pelo
delegado Erik Lessa, gestor operacional da Diretoria Integrada do
Interior I, e também pelo delegado Darley Timóteo, diretor da área.
As quatro vítimas estavam em um carro do Conselho Tutelar de Poção
levando uma menina de 3 anos, a única que sobreviveu à chacina. Eles
seguiam para o município, vindo da cidade de Arcoverde, no Sertão, onde
morava a avó paterna da criança.
Os conselheiros eram Carmem Lúcia da Silva, de 38 anos, Lindenberg
Nóbrega de Vasconcelos, de 54, e José Daniel Farias Monteiro, de 31. A
idosa que morreu no crime era Ana Rita Venâncio, de 62 anos.
O velório das vítimas começou às 16h deste sábado (7) e se estende
até o domingo (8), às 9h, quando está previsto o sepultamento dos corpos
no cemitério do municipal de Poção.
Protesto
No velório dos três conselheiros tutelares e da idosa de 62 anos,
vítimas da chacina em Poção, nesta sexta-feira (6), conselheiros
tutelares de todo o Estado protestaram contra as condições de risco da
profissão. Profissionais do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Pombos,
Vitória de Santo Antão, Taquaritinga do Norte e outras cidades
compareceram à cerimônia, na tarde deste sábado (7), para prestar
solidariedade às famílias das vítimas e protestar contra as más
condições de trabalho.
Cláudia Pifani, que atua como conselheira tutelar em Taquaritinga do
Norte, disse que conhecia os colegas e lamenta profundamente a morte dos
amigos. "Sempre me reunia com eles nos eventos da profissão. Eles
sabiam do risco que corriam exercendo o nosso trabalho, mas o faziam por
amor à profissao", contou. Pifani protestou contra a falta de segurança
e a estrutura precária de sua profissão. "Ninguém reconhece o trabalho
do conselheiro, trabalhamos sem qualquer proteção. Só falam da nossa
profissão quando acontecem casos como esse", lamentou a conselheira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário