Permambuco 247 – Com suas empresas em crise e tendo que injetar
R$ 1 bilhão na OGX, o empresário Eike Batista transferiu R$ 40 milhões
para suas ex-mulheres e R$ 137 milhões para seu filho mais velho, Thor
Batista.
Flávia Sampaio, mãe do filho caçula de Eike, R$ 25 milhões, e Luma de Oliveira, mãe de Thor e Olin, R$ 15 milhões.
As movimentações estão na origem do bloqueio de bens no valor de R$ 3
bilhões exigido pelo juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara
Criminal do Rio de Janeiro.
“São cifras muito altas. Por que todas essas transferências foram
feitas? Qual a razão para tamanhas doações no momento em que a empresa
entrou em crise e em que Eike já não pagava suas obrigações? Isso pode
indicar escamoteamento de bens. Todos precisarão se explicar”, disse o
magistrado.
Segundo o juiz, o aumento do valor dos danos causados pelas empresas
do empresário foi outra motivação do arresto de bens: “A cláusula put
(que previa a injeção de US$ 1 bilhão na OGX pelo empresário), que nunca
foi cumprida, tinha valor fixado em dólar em 2012. De lá para cá, a
moeda americana subiu exponencialmente. O que temos bloqueado hoje, R$
230 milhões, já não cobriria a put. Além disso, os crimes pelos quais
Eike Batista responde preveem pena de multa de até três vezes o valor do
dano”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário