17 outubro 2014

Datafolha/Ibope: Aprovação de Dilma e reprovação de Aécio sobem quatro pontos

Luis Nassif

Jornal GGN - A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff alcançou o melhor índice, desde dezembro de 2013: 43% dos entrevistados pelo Ibope consideraram a gestão boa ou ótima. O resultado da pesquisa divulgado nesta quarta-feira (15) representa uma alta de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, que apresentava 39% de aprovação.
Seguindo a linha de avanço na imagem, Dilma teve uma queda na avaliação dos que consideram a administração regular: de 33% para 31%, e outra diminuição aos que acreditam que a gestão é ruim ou péssima: de 27% para 25%. Não souberam responder 1% dos entrevistados.
De acordo com o jornal Valor, analistas acreditam que um patamar a partir de 40% de aprovação de governo é altamente positivo para candidatos à reeleição. 
O Instituto Datafolha, que também teve os resultados divulgados nessa quarta-feira, apresentou uma aprovação de 40%, aqueles que consideram a administração de Dilma regular representam 38% e 21% de reprovação. 
Ao passo que Dilma teve uma melhora na aprovação, o Datafolha mostrou que Aécio Neves (PSDB) teve um aumento na rejeição. Aqueles que não votam no candidato tucano chegaram a 38%, um acréscimo de quatro pontos percentuais, em relação à última pesquisa. No índice de reprovação, Dilma teve uma queda de um ponto: de 43% para 42%.

Todos perderam em um circo de horrores

O debate de hoje, no SBT, é um marco do horror na política. Ninguém ganhou, nem Aécio, nem Dilma, menos ainda o eleitor.
Há vários debates Aécio vinha insistindo na questão da Petrobras, acusando Dilma de conivência com as irregularidades. Com o telhado de vidro que tem, é evidente que o contra-ataque viria sobre seu histórico.
Hoje, Dilma conseguiu expor a falsa indignação de Aécio, sua insistência em se apresentar como o homem de “vida digna” "honrada" – frase repetida ad nausean, como se os outros não fossem -, sua falsa esperteza em tratar as críticas contra ele como se fossem contra Minas, sua resposta recorrente a todas as críticas, taxando Dilma de leviana.
Esse tipo de retórica é manjada. Lembra o ex-governador Luiz Antônio Fleury, quando se dirigia ao crítico e dizia “exijo respeito”, ou Serra (que usava o mesmo media trainning) e o seu "não me meça com sua régua".
A maneira de desarmar esse jogo retórico é pela insistência: o uso em excesso do recurso desgasta. Ao final do debate, os recursos retóricos de Aécio, a reação do "justo indignado" tinham sido desmontados.
Mas a que preço?
Nada disso compensa o rebaixamento a que Dilma foi submetida, entrando nesse jogo de ataques pessoais. Se ataques pessoais resolvessem a eleição, Serra teria sido eleito em 2010. Um presidente precisa ficar acima dessas baixarias. Especialmente em um momento em que a radicalização política promovida pelos grupos de mídia ameaça rachar o país.
Ao entrar nesse jogo, Dilma abriu uma caixa de pandora indescritível. Todos os bêbados virtuais, os piores elementos, vigaristas, cafajestes, ganharam liberdade para jogar na rede sua sujeira mais fétida. É só conferir os perfis de cafajestes renomados, como Romeu Tuma Jr e outros.
Dilma vai perder com o desempenho? Não. E é até curioso acompanhar a falsa indignação de colunistas que vinham estimulando o comportamento agressivo de Aécio. Mas não ganha nada. No máximo, se igualou a Aécio.
Nas eleições de 2010, o único esquema virtual montado era o de Serra, jogando lixo na Internet. Hoje, os dois lados se igualam nas baixarias.
Atualizado às 08:00
O melhor momento para analisar os efeitos de um debate é no dia seguinte. Haverá tempo para o volume de informações assentar e pesar quais as informações centrais que ficam na percepção do ouvinte-telespectador.
Minhas críticas à tática de Dilma se prendem a razões extra-eleitorais: o estímulo ao acirramento ainda maior dos nervos, as dificuldades futuras para a grande pacificação nacional.
No plano puramente eleitoral, liquidou a fatura. A tática adotada foi de profissionais, mostrando que o marketing político brasileiro tem o João Santana e a rapa.
Aguardou o fim da onda Aécio, o início do aumento da sua rejeição, o início da redução da rejeição a Dilma, o cansaço com a agressividade reiterada do candidato no caso Petrobras, e jogou na campanha - pela voz de Dilma - todas as vulnerabilidades pessoais e políticas do candidato.
Foi uma desconstrução completa. Não sei se melhora a imagem de Dilma. Mas a de Aécio foi demolida.

Incomodado com barulho de culto, homem abre fogo contra igreja e fere quatro fiéis

Gnotícias

Um homem abriu fogo contra fiéis que estavam em uma igreja na cidade de Dom Basílio, interior da Bahia. O “atirador” foi detido pelo pastor, que mesmo ferido, conseguiu alcançá-lo e impedir que fugisse.
O incidente aconteceu na última sexta-feira, 10 de outubro, no povoado Caiçara do Pio, em Dom Basílio, que fica a 577 quilômetros de Salvador.
O pastor da igreja é delegado de Direitos Humanos, e foi atingido na perna durante os disparos. Outros três fiéis foram atingidos por disparos nas pernas e abdômen, mas foram socorridos e não correm risco de morte.
O homem foi preso em flagrante por policiais militares que atenderam a ocorrência e constataram sinais de embriaguez. Testemunhas disseram aos PMs que o homem se escondeu atrás de uma árvore antes de efetuar os disparos.
Aos policiais, o “atirador” disse que estava incomodado com o barulho do culto, e por isso abriu fogo contra a igreja. Os policiais averiguaram que além da arma, o homem portava um cinturão com munições de chumbo e planejava fugir: “Ele estava com uma moto e também arrumou uma sacola com roupas”, disse um dos PMs ao G1.
Após a prisão em flagrante, o homem foi encaminhado à delegacia do município de Livramento de Nossa Senhora, a 29 quilômetros de Dom Basílio para ser indiciado por tentativa de homicídio e está sendo mantido preso na carceragem.

Estudo mostra aumento no número de pessoas que querem mais presença da religião na política


Gnotícias
Um estudo publicado recentemente pelo “Pew Research Forum’s Religion & Public Life Project”, nos Estados Unidos, revelou um numero crescente de pessoas que defendem que a religião deve desempenhar um papel mais importante nas decisões políticas.
Segundo o estudo, 72% da população norte americana acreditam que a influência da religião está em declínio na política nos últimos 10 anos. O estudo mostrou ainda que grande parte da população vê essa queda da influência da religião como algo ruim.
Entre os números mostrados na pesquisa, cerca de metade dos americanos defende que4 igrejas e outras instituições religiosas devem expressar abertamente suas opiniões sobre questões sociais e políticas, um aumento de 6% desde 2010.
As conclusões do estudo do Pew contradiz o que parecia ser uma tendência no aumento da secularização na vida social e política americana, surpreendendo especialistas como Seth Dowland, professor assistente de história religiosa americana na Universidade Luterana do Pacífico no estado de Washington.
Segundo o professor, os cristãos evangélicos têm uma “nostalgia de uma época em que a sociedade não era tão grosseira e onde os cristãos protestantes tinha o controle moral que eles sentem estar perdido”. Dowland afirma que este sentimento pode ter contribuído para o aumento do apoio a líderes religiosos que discutem política no púlpito de suas igrejas

Criminosos bons de votos

01. De acordo com nosso correspondente no longínquo Brazilquistão, 40% dos três deputados federais mais votados e dos senadores eleitos em 2014 (40 em um grupo de 108) são réus ou estão sendo investigados pela polícia ou Justiça brasileira (Globo 12/10/14: 3). A folha de antecedentes completa (e, desgraçadamente, repleta de ocorrências) de todos os parlamentares eleitos deve sair em breve. Pela pequena amostragem já se pode imaginar a baixa reputação moral do novo Congresso (com as ressalvas de costume). Muitos novatos já estão chegando com a FA cheia, o que confirma que é por meio das democráticas eleições que se busca a suposta (mas quase certa) impunidade. Os crimes ou infrações cometidos por eles vão de desvio de recursos públicos e improbidade administrativa a crimes de tortura e violação daLei Seca, passando pelo peculato, lei das licitações, porte ilegal de armas, homicídio, uso indevido de funcionários, apropriação irregular de terras, “farra na publicidade”, crime ambiental, desmatamento ilegal, falsidade ideológica, crime de responsabilidade, lavagem de dinheiro, Lei da Ficha Limpa, promoção pessoal em jornal púbico, compra de votos, doação irregular de terreno público etc. Transitam pelas leis penais com a mesma desenvoltura com que Einstein cuidava da relatividade.
02. Ninguém sabe se dessa radiografia da política e dos políticos brazilquistaneses (assim como dos seus comparsas doleiros, banqueiros, marqueteiros, empreiteiros, empresários etc.) sairão alguns frutos, como a louvável emenda e correção, ao menos das mais horrendas anomalias da capenga e sempre desvirtuada vida democrática deste País de potencialidade incrível, mas desperdiçada a cada governo, pouco importando seu matiz ideológico (esquerda, centro ou direita), em virtude da má governança assim como da precaríssima qualidade das lideranças que têm em suas mãos os destinos da nação. Nosso correspondente tem dito que, pelos exemplos de jactanciosa temeridade (Lisboa), não ousa criar nenhuma expectativa robusta e consistente, sobretudo nesses tempos líquidos (Bauman) de dúvidas e incertezas atrozes sobre a democracia, a economia, a Justiça e o futuro da nação. Seu consolo, ultimamente, tem sido o de que suas páginas, no mínimo, possam servir de registro e memória dos sombrios tempos presentes, que não constituem nenhuma novidade, no entanto, quando olhamos a história obscurecida pela ganância e pelo parasitismo, os costumes frouxos e as tradições corruptivas dessa Ilha de beleza exuberante e riqueza inigualável, mas perdida nos seus próprios meandros cada vez mais apocalípticos.
03. A descrença do nosso correspondente não está lastreada em pueril leviandade, sim, em levantamentos precedentes, como o realizado pela ONG Transparência Brasil, divulgado pela maior revista da Ilha (em setembro de 2013), que apontou o seguinte: dos 594 parlamentares em exercício, 190 entre deputados e senadores já tinham sido condenados pela Justiça ou tribunais de conta. As sentenças e as decisões dos tribunais decorreram de irregularidades em convênios, contratos e licitações, atingindo 66 parlamentares (11% do Congresso). Em segundo lugar aparecem as condenações da Justiça Eleitoral por irregularidades em contas de campanha, com 57 deputados e senadores encrencados (9,6% do Congresso). Em terceiro estão os atos de improbidade administrativa (como enriquecimento ilícito e dano ao erário), que levaram à condenação 41 congressistas (6,9% do Congresso). Dentre esses parlamentares, 14 foram condenados à pena de prisão. Um deles, um senador de Rondônia, foi condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos, oito meses e 26 dias de prisão, em regime semiaberto, por fraude em licitações. Na Câmara, 13 deputados federais receberam penas de reclusão, em alguns casos convertida em prestação de serviços e pagamento de multas.
04. Diante dos macabros antecedentes, era de se imaginar que das urnas saísse um novo Congresso Nacional, rejuvenecido e preparado para os hercúleos desafios que o mundo moderno impõe às sociedades complexas. Nada disso. De decepção em decepção o Brazilquistão vai flertando com o pantanoso mundo da ingovernabilidade absoluta (sendo disso conivente, muitas vezes, boa parcela da própria população, que não se constrange em reeleger nem sequer quem já foi publicamente reconhecido como ladrão do dinheiro público).
Luiz Flávio Gomes
Professor

CIOSAC APREENDE MENORES COM COCAÍNA E MACONHA EM PETROLINA.




  Na data de ontem (11), no bairro são Gonçalo, na cidade de Petrolina, durante abordagens realizadas pela CIOSAC (Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga), foram apreendidos, em poder de um menor de17 anos, 11 gramas de cocaína, uma pequena quantidade de maconha e a quantia de R$ 130,00. Também foram apreendidos, em poder de outro menor de 17 anos, 11 gramas de cocaína e a quantia de R$ 18,75, totalizando 24 petecas de cocaína e o valor de R$ 148,75.     
     Os menores e o material apreendido foram conduzidos à Delegacia de Petrolina, para as providências legais cabíveis.

FADIRE abre inscrições para o vestibular 2015


A Faculdade de Desenvolvimento e Integração Regional (Fadire) está com inscrições abertas para o Vestibular. Os cursos oferecidos pela instituição com sede em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, são Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Design de Moda.

As inscrições já podem ser feitas e custam R$ 40 reais. As provas são agendadas. Os alunos inscritos já podem agendar as provas quando quiserem. A FADIRE comunica ainda que está com oferecendo cursos de pós-graduação em Gestão de Pessoas com foco na área trabalhista, Contabilidade, controladoria e Finanças, Docência do Ensino Superior, Psicopedagogia além de outras. A Fadire funciona na Rua Professora Ivani Batista, 356, bairro Nova Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe. Mais informações: (81) 3731-0300.

CRUVINEL: OS CANDIDATOS PASSARAM DO PONTO

HOLOFOTE SOBRE PSDB COMPLICA USO POLÍTICO NA PETROBRAS

''Desconstrução não vai funcionar comigo'', diz Aécio

Do Magno Martins
Igo Estrela/Coligação Muda Brasil:
 Momentos antes de mais um debate contra a presidente Dilma Rousseff, o candidato tucano Aécio Neves reagiu às iniciativas do PT para abalar sua imagem: "A campanha de desconstrução funcionou com Eduardo (Campos), com Marina (Silva), mas comigo não", disse.
"Uma campanha vergonhosa", atacou Aécio Neves, em coletiva em São Paulo. Ele afirmou ainda estar "extremamente feliz" com os resultados das últimas pesquisas eleitorais. "Eu não sei se em outra campanha na história da democracia brasileira houve um crescimento tão grande de uma candidatura em tão pouco tempo", disse aos jornalistas. (Portal BR 247)

Na TV: Aécio ataca corrupção, Chico defende Dilma

Do Magno Martins
:
 No programa eleitoral desta quinta (16), o tucano Aécio Neves atacou os casos de corrupção envolvendo a Petrobras: "Gota a gota o atual governo vem destruindo a Petrobras. De escândalo em escândalo o governo Dilma permitiu que nossa maior empresa virasse caso de policia, levando a Petrobras ao fundo do poço", disse o tucano.
Já o horário eleitoral da presidente Dilma Rousseff (PT) levou ao ar importantes apoiadores como o ex-presidente Lula, o ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, e o cantor e compositor Chico Buarque. "Voto na Dilma porque confio nela, no seu compromisso com os mais pobres. A gente sabe o que a Dilma pensa e defende. Em 2010, votei na Dilma muito por causa do Lula. Este ano voto na Dilma por causa da Dilma", defendeu o artista.(Portal BR 247)

Que pancadaria é essa?

Do Blog do Magno Martins

O nível da pancadaria no debate do SBT surpreendeu petistas e tucanos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) achou o tom muito mais pesado que o de seus confrontos com Lula em 2006. 'Presidencialismo é assim, é canelada. Mas acho que eles estão exagerando'.  Na saída, os dois candidatos se acusavam pelo nível do debate. 'Ele começou o conflito', afirmou Dilma, recuperando-se da crise de pressão baixa. 'Ela está desesperada', disse Aécio. A informação é de Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo desta sexta-feira. 
Diz mais o colunista: De um tucano, sobre o fato de Dilma ter citado parentes de Aécio. 'Parece que ele não aprendeu nada com o que o Collor fez com a Lurian'. Há 25 anos, o ex-presidente levou uma ex-namorada de Lula à TV para acusá-lo de esconder a filha.
Dilma fuzilou o rival com os olhos quando ele revidou dizendo que ela arrumou emprego público para o irmão. No intervalo, olhando para a petista, Aécio vibrou com aliados: 'Pode vir quente que eu estou fervendo'.

Debate: Dilma força Aécio a falar sobre bafômetro

Do Magno Martins

Candidata à reeleição pelo PT manteve o tom agressivo do debate da Band ao se confrontar com tucano no SBT

Vasconcelo Quadros - Do IG São Paulo
A presidente Dilma Rousseff, candidata a presidência pelo PT, incluiu no debate SBT os temas dos quais o seu adversário, o candidato do PSDB, Aécio Neves, gostaria de se desviar: a recusa de se submeter ao teste de bafômetro, numa blitz no Rio de Janeiro, os casos de nepotismo no governo de Minas Gerais durante sua gestão - envolvendo vários parentes e a irmã do senador, Andreia Neves- a denúncia de envolvimento do ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra (falecido) com propina para esvaziar uma das CPIs sobre Petrobras e, de quebra, uma suspeita de privilégio na distribuição de verbas publicitárias à emissoras de rádio ligadas à família do senador.
“Candidato, candidato... Você não é um cidadão acima de qualquer suspeita. (...) Isso não é republicano”, reagiu Dilma, diante de uma pergunta do adversário sobre declaração em que a presidente afirma que ninguém está livre de defrontar-se com a corrupção - tema que mais uma vez dominou o debate neste segundo turno.
Álcool e droga
Ao tratar da morte de jovens no trânsito, Dilma obrigou o adversário a se explicar sobre a recusa em fazer o teste de bafômetro numa barreira policial, em 2011, no Rio de Janeiro. “Todo cidadão que for acionado, que for solicitado, deve se dispor a fazer o exame de álcool e droga?”, provocou Dilma, sem citar o episódio. Aécio engoliu a isca:
“Eu tive um episódio (...), parei na Lei Seca porque minha carteira estava vencida e ali mesmo naquele momento inadvertidamente não fiz o exame e me desculpei”, explicou-se o tucano, rebatendo com acusações sobre corrupção no governo e afirmando que Dilma não faz o mesmo em relação aos erros do governo.
Dilma aproveitou para dizer que não dirige sob (efeito) de álcool ou droga e afirmou que colocou o assunto no debate porque os acidentes de trânsito afetam todos os brasileiros e que ninguém pode se recusar o bafômetro. “A Lei Seca trouxe um bem para o país (e...) e para os nossos jovens e adolescentes”.
Nepotismo
A presidente também puxou o caso do nepotismo quando o senador era governador. “Nunca nomeei parentes para o meu governo. Gostaria de saber se o senhor fez a mesma coisa?”, perguntou. Aécio explicou que a irmã, Andreia, prestava serviço voluntário. Dilma, então, replicou:
“Ela era responsável pela destinação das verbas em todas as questões relativas à propaganda”, disse a presidente. Como Aécio se silenciou em relação à acusação de ter nomeado ainda “um tio, três primos e três primas”, Dilma aproveitou para cobrar explicação e voltar ao caso da suposta distribuição de recursos para emissoras da família Neves.
“O senhor tem de dar contas de todos, não só da sua irmã”, replicou a candidata do PT, acrescentando: “Ora, a imprensa tem perguntado: o quanto vocês colocaram nas três rádios e no jornal que vocês possuem?”, disse.
É feio, candidato!
 A presidente voltou ao caso do Aeroporto de Cláudio cuja pista foi construída num terreno de um tio de Aécio e, em tom de pito, rechaçou as explicações segundo as quais se tratava de investimentos para desenvolver a região.
“É errado, sim, colocar (recursos) num aeroporto privado, feito com dinheiro publico, na fazenda de um tio. O senhor querendo ou não, tergiversar sobre esse assunto é errado. Não se faz isso, candidato. É feio”, alfinetou.
Dilma também criticou durante Aécio acusá-la de ter se distanciado de Minas Gerais. A presidente explicou que saiu por causa da perseguição política durante a ditadura e acusou Aécio de manipular palavras. “O senhor disse que se te atacar, está atacando Minas. Esta é uma mentira, candidato, porque Minas Gerais não é o senhor. O senhor é um dos mineiros e isso não significa que o senhor possa falar em nome de toda Minas Gerais”.
 

Deputados deixam o PR

 do Magno Martins
Na última segunda-feira, numa nota nesta coluna, cantei a pedra ao informar que o deputado federal Inocêncio Oliveira, ao decidir pelo apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, iria perder o comando do Partido Republicano no Estado, que controla desde que deixou o DEM.
Ontem, num comunicado seco e sem explicações por um burocrata do PR em Brasília, Inocêncio soube da intervenção federal, perdeu o diretório estadual e contou apenas com a solidariedade dos seus aliados, com exceção do federal reeleito Anderson Ferreira, que assume o partido.
“Foi um golpe”, reagiu o deputado federal eleito Sebastião Oliveira, sucessor de Inocêncio na Câmara Federal. Ontem mesmo, o deputado federal eleito Sebastião Oliveira convocou o grupo ligado a Inocêncio para uma reunião. No encontro se discutiu uma estratégia para o enfrentamento.
O mais inusitado neste episódio é que Anderson Ferreira, o agora algoz de Inocêncio, acaba de ser reeleito pela Frente Popular, que votou fechada com a candidatura de Marina Silva. Beneficiário do chapão, Ferreira, para ficar com o controle do partido, deve, certamente, ter assumido com a direção nacional o compromisso de votar em Dilma.
A intervenção, decidida em Brasília, foi tomada diretamente pelo presidente Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes de Lula, e pelo senador Antônio Carlos (SP), suplente da senadora Marta Suplicy, licenciada e ocupando o Ministério da Cultura. Mas Inocêncio vai reagir.
Os deputados Sebastião Oliveira, Alberto Feitosa, Henrique Queiroz e Rogério Leão, reunidos, ontem, anunciam, hoje, em coletiva, que deixarão o partido em solidariedade a Inocêncio. Anderson tende a ficar isolado, porque outras lideranças republicanas, como os 17 prefeitos, 214 vereadores e 52 vice-prefeitos não aceitam a rifada em Inocêncio nem tampouco serem subordinados ao interventor.

14 outubro 2014

Simon: ''Aécio representa um movimento nacional''

Do Blog do Magno Martins
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"Disse ao Aécio que ele agora não é candidato de um partido apenas. Ele representa um movimento nacional pela mudança e, nessa condição, não deve olhar para trás'', disse o senador Pedro Simon ontem.
Para o senador do PMDB, Aécio ''tem que se apresentar ao povo como aquele que vai mudar o Brasil e construir um novo futuro, deixando para trás as práticas degradadas do fisiologismo, do ‘toma-lá-dá-cá’ que caracterizam a política brasileira atualmente".  (Do Portal BR 247)

Vox Populi sugere que Sensus cometeu crime eleitoral

Blog do Magno Martins
 A edição do Jornal da Record de 13 de outubro divulgou pesquisa Vox Populi que foi a campo nos dias 11 e 12. Dilma Rousseff tem 45% dos votos absolutos e 51% dos votos válidos; Aécio Neves tem 44% no primeiro caso e 49% no segundo. 48 horas antes – na noite de sábado, 11 –, o instituto Sensus publicou pesquisa que mostrou Aécio com 52,4% dos votos absolutos e 58,8% dos votos válidos, e Dilma com 36,7% dos votos absolutos e 41,2% dos votos válidos. Em votos válidos, são 17,6 pontos de diferença de Aécio para Dilma; No instituto Vox Populi, são 2 pontos de vantagem de Dilma sobre Aécio.
Quem está mentindo? Matéria publicada no mesmo dia no portal do jornal Mineiro O Tempo  dá uma dica: o Sensus usou proporção incorreta de cidades onde Aécio venceu no primeiro turno. Ele venceu em 1/3 dos municípios brasileiros e Dilma, em 2/3. Mas o instituto usou amostragem com metade dos municípios em que o tucano venceu.

13 outubro 2014

O fracasso da Abril e os negócios da Globo por trás dos ataques à Dilma, por J. Carlos de Assis



O Grupo Abril está em processo de quebra. Depois de duas reestruturações, uma no ano passado e outra em meados deste ano, com demissões de centenas de empregados, despeja o fel de seu fracasso empresarial contra o atual Governo, na esperança de que um novo governo, nomeado por ele, lhe venha salvar os negócios. A fonte do ódio é uma só, dele e do Sistema Globo: uma ligeira queda, ou mais propriamente, uma falta de crescimento das verbas publicitárias oficiais canalizadas para os dois grupos.
Na atual reestruturação, o Grupo criou sintomaticamente, entre as quatro novas unidades, a unidade de “Notícias e Negócios”. Isso sim. Para a Abril, notícia é negócio, e negócio é notícia. É manipulando notícia que ela faz negócio. Daí, a necessidade de colocar sob a mesma autoridade executiva os dois segmentos. Não se pode separá-los. Noticia-se o que dá dinheiro, e negocia-se a notícia. O Grupo Abril atingiu a perfeição em sua nova reorganização. Sua estrutura reflete sua ética jornalística, sua peculiar liberdade de imprensa.
Dilma paga um preço alto, na forma de uma conspiração golpista jurídico-midiática capitaneada por Veja e Globo contra sua candidatura, por conta de reduzir, mesmo que ligeiramente, a mamata do dinheiro público que alimenta as receitas milionárias dessas duas mídias responsáveis pelos mais torpes ataques nessa campanha. A reorganização da verba publicitária iniciada no Governo Lula infelizmente não foi muito mais longe com Dilma, mas só a ameaça de isso ser retomado no próximo mandato põe os golpistas em pânico.
Teme-se também um novo marco regulatório da mídia, que espalha o pavor entre os grandes oligopólios da comunicação no Brasil, em especial os televisivos. Na verdade, quando se fala em regulação todos eles tremem nas bases. Afinal, prevalecem de estruturas oligopolistas que transformaram a comunicação no Brasil num campo de manipulação de algumas famílias privilegiadas, usando, no caso do rádio e televisão, meios públicos de difusão estruturados sobre concessões do Estado.
O eventual Governo Aécio, se vier a acontecer, é a salvação dos grupos Abril e Globo. Aécio literalmente comprou a aprovação de seu Governo mediante manipulação por parente próxima de verbas publicitárias do Estado em conluio com grande parte da imprensa mineira, uma das mais corruptas do país. É um peixe gordo que, se cair na rede da Abril e da Globo, alimentará fartamente toda a mídia venal, garantindo, porém, os nacos mais saborosos para as duas instituições que, junto com Estadão e Folha, estão na frente campanha pró-Aécio.
 *Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

O ecossistema da corrupção, por Jorge de Lima

Luis Nassif Por Jorge de Lima

Há tempos que venho pensando em escrever sobre “Corrupção”. Coloco entre aspas porque me parece que todo o debate a respeito parte de uma premissa intencionalmente equivocada. Fala-se de “Corrupção” como se estivéssemos tratando de algo tangível, algo personificado ou materializado, contra o quê fosse possível utilizar meios físicos para que fosse eliminada.
Mas “Corrupção” não é uma coisa. “Corrupção” é o meio pelo qual se burla as leis escritas e não escritas. Exemplifico: como policial, durante 21 anos, me habituei a ver conceituada “corrupção policial” como o ato de receber dinheiro ou vantagens pessoais para não investigar e prender determinado indivíduo. Mas o fato de que promoções, transferências arbitrárias, escolha de servidores para missões que garantiam vantagens financeiras fossem decididas pelas chefias a partir de simpatias pessoais fosse encarado como fato normal, prática institucionalizada, me surpreendeu depois de alguns anos.
Ora, quando se entra em um ambiente corrompido, nos quais as práticas corruptas são o padrão, demora-se algum tempo para notar que algo está errado. Durante anos eu considerei corruptos os policiais que se aliavam a criminosos. Quanto ao fato de que muitos eram promovidos, ocupavam as melhores funções, eram escolhidos para as melhores missões, do ponto de vista de ganho financeiro, me parecia algo normal, já que era assim quando eu entrei, e continuaria assim quando eu me aposentasse. Só recentemente me dei conta de que o favorecimento pessoal, por conveniência e simpatia entre chefe e subordinado, é uma modalidade de corrupção, até de peculato uso, além de improbidade administrativa tipificada em lei.

Não confunda Sérgio Moro com Fausto De Sanctis


Uma pessoa é ela e suas circunstâncias. Um juiz é seu conhecimento e suas circunstâncias.
A Ajufe (Associação dos Juízes Federais), por eleição direta, indicou três juízes federais como seus candidatos para ocupar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Dois deles que viveram a circunstância de julgar processos que mexiam com as entranhas do poder: Sérgio Moro, que toca a Operação Lava Jato, e Fausto De Sanctis, que tocou a Satiagraha.
É importante entender a diferença entre ambos, na análise de suas circunstâncias.
As duas operações envolviam o mundo político-empresarial brasileiro, grandes empresas e pessoas ligadas a todos os partidos. Qualquer operador de mercado sabe que nesse submundo dos negócios do Estado navegam PT, PSDB, PMDB, PP e a rapa.
A diferença entre ambos é que, ao não privilegiar nenhum lado, De Sanctis ficou do lado da Justiça. Na Satiagraha as circunstâncias do processo o levaram a enfrentar TODAS as forças da República – governo, poder econômico, STF, grupos de mídia.
Suas investigações bateram em Daniel Dantas – apadrinhado por José Serra, Fernando Henrique Cardoso e grupos de mídia – e em José Dirceu – então todo poderoso Ministro-Chefe da Casa Civil. Enfrentou a fúria de Gilmar Mendes e o esvaziamento promovido na Operação pela própria Polícia Federal do governo Lula. Pode ser acusado de radical, jamais de oportunista.
Mesmo com exageros, em nenhum momento tergiversou ou escolheu qualquer lado que não fosse o da Justiça. Naquele momento, perante a consciência jurídica do país, elevou ao máximo o respeito pelos juízes federais de 1a Instância. Daí o justo reconhecimento da Ajufe ao seu trabalho.
Sérgio Moro também enfrentou suas circunstâncias.
Avançou em duas operações delicadas, estudou-as, entendeu sua abrangência, percebeu que atingiam todos os lados do espectro político. E se viu com o poder extraordinário de controlar as informações de um tema que mexe com a opinião pública e até com o processo eleitoral.
É nesses desafios que se identifica a têmpera e os compromissos de um juiz.
De Sanctis foi grande: não cedeu.
Sérgio Moro escolheu lado. Não pensou na Justiça e na imagem dos seus próprios colegas, juízes federais, que pouco antes o haviam escolhido como representante da categoria. Sequer pensou que a eficácia de uma operação contra o crime organizado reside em identificar todos os elos, todo o mundo político. Só assim haverá força política para promover mudanças que eliminem o mal.
Nessa hora, o campeão da luta contra o crime organizado, pensou apenas em si e decidiu ser peça decisiva em uma eleição que elegerá a pessoa – o presidente da República – que indicará Ministros ao Supremo. No momento em que o STF começa a se arejar com a discrição sólida de um Teori Zavascki, de um Luís Roberto Barroso, de Ricardo Lewandowski, de Celso de Mello, surge um candidato a novo Luiz Fux, um jovem Gilmar Mendes.
Então, para que não se cometa nenhuma injustiça em relação a De Sanctis, que se coloque a retificação. Um juiz é feito de conhecimento e de caráter. Juntando todas as peças, ele e Moro não são comparáveis.
Aliás, seria instrutivo algum tracking junto aos associados da Ajufe para avaliar quantos votos Moro perdeu ou ganhou com seu gesto.

Assessor de deputado tucano é envenenado por colega de gabinete

Blog do Magno Martins

O assistente de gabinete do deputado estadual Betinho Gomes(PSDB), Raimundo de Lima Aragão, faleceu sábado passado após ter sido envenenado no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, enquanto participava de uma atividade eleitoral. Ele foi envenenado por uma substância colocada num suco de graviola.
O suspeito do crime é Luiz Carlos Marques, que também trabalhava no gabinete do deputado. De acordo com a polícia, o crime não tem relação com política. A motivação seria uma dívida financeira. Luiz Carlos foi preso na quinta-feira(09), um dia após ter cometido o crime e está preso no Cotel, em Abreu e Lima. O inquérito foi aberto pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dilma usa Fraga contra Aécio que cita elogio dela a FHC


 Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) abriram seus programas de TV na tarde desta segunda-feira com ataques mútuos. Enquanto Dilma criticou o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, que já foi apontado por Aécio como seu futuro ministro da Fazenda caso seja eleito, o tucano insinuou que Dilma está se contradizendo ao criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O programa do PSDB mostrou uma carta, lida por um locutor, que Dilma enviou a FH no início do seu mandato, em que chamava o ex-presidente de “democrata”, “fundamental para a consolidação da democracia brasileira”, homem de “espírito jovem” e destacava qualidades pessoais e profissionais do antecessor de Lula. A candidata à reeleição, depois de reconhecer que manteve, nos últimos anos “opiniões diferentes” às do antecessor de Lula, termina a carta em clima amistoso. “Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço”, escreve. Recentemente, FH tem sido alvo de críticas de Dilma.
Em entrevista ao UOL, Fernando Henrique declarou na semana passada que “o PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”. Dilma respondeu, dizendo que o ex-presidente mostrou “preconceito e desconhecimento”. A declaração repercutiu ainda na cúpula da sigla, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em postagem no Facebook, rebateu: "É lamentável o preconceito que vem à tona depois de um processo democrático tão importante, como as eleições do último domingo".  (De O Globo)
 

Dilma e Aécio empatados, diz Vox Populi: 45% a 44%



 














Do Portal R7
Pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, indica que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o candidato Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados na corrida ao Palácio do Planalto. A petista, porém, aparece um ponto percentual à frente do tucano, segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (13).
Em relação às intenções de voto, Dilma Rousseff tem 45% e Aécio Neves aparece com 44%. Os brancos e nulos são 5% do total, enquanto que os eleitores indecisos também somam 5%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, sem as intenções votos em branco e nulo e os eleitores que não sabem em quem vão votar, outro empate técnico: Dilma aparece com 51% e Aécio totaliza 49%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 147 cidades de todas as regiões do País entre o sábado (11) e domingo (12). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01079/2014.
Votos por regiões
O levantamento do Vox Populi traz um recorte das intenções de voto pelas regiões do País. Aécio ganha no Sul e Sudeste, e Dilma vai melhor no Nordeste. No Centro-Oeste e Norte, os candidatos estão empatados.
No Sul, o tucano tem 55% da preferência, contra 33% de Dilma — brancos/nulos são 4% e eleitores indecisos, 7%. No Sudeste, Aécio tem 51%, contra 36% de Dilma — brancos/nulos somam 7%, e eleitores indecisos são 6%.
No Nordeste, Dilma tem 67% das intenções de voto, contra 26% do tucano. Os brancos e nulos na região são 4%, e os eleitores indecisos totalizam 3%. No Centro-Oeste e Norte, ambos os candidatos têm 45% das intenções de voto cada — brancos e nulos são 4%, e indecisos somam 6%.
Desempenho da presidente
O Vox Populi também quis saber a avaliação que os eleitores fazem da presidente Dilma Rousseff (PT). A avaliação positiva da petista chegou a 40% do total. Outros 37% consideram a presidente “regular” e, por fim, 22% fizeram avaliação negativa de Dilma e 1% não opinou.

Fiat conclui fusão com Chrysler e adota novo nome


Empresa deixa de ser italiana e passa a ter sede na Holanda

Foi concluído neste domingo (12) o processo de fusão entre as montadoras Fiat e Chrysler, dando origem à Fiat Chrysler Automobiles (FCA). A partir de agora, a empresa italiana passa a ser um grupo transfronteiriço com sede legal em Amsterdã, na Holanda, e base fiscal em Londres, no Reino Unido.
    Com isso, encerra-se uma história de 115 anos de ligação com a cidade  de Turim, no norte da Itália, que foi seu berço e casa durante todo esse período. Na última sexta-feira (10), a companhia já havia dado adeus à Bolsa de Valores de Milão, uma vez que, a partir desta segunda (13), suas ações serão cotadas na New York Stock Exchange (Nyse).
    Como a FCA estará submetida à legislação holandesa, as assembleias de acionistas serão realizadas em Amsterdã ou em Haarlemmermeer, município que abriga o aeroporto de Schiphol, e não mais na capital do Piemonte. (ANSA)

PT paga o preço de ter alimentado mídia hostil

Marco Damiani _ 247 – Nunca houve clareza no PT sobre como se relacionar com a mídia tradicional e familiar. A negação, a crítica, o distanciamento sempre foram as marcas mais visíveis da relação.  O relacionamento que continha desprezo e até ojeriza nos primeiros tempos de formação do partido, no ABC – quando os jornalistas em geral eram chamados de petistas e Lula e o comando dos sindicalistas rechaçavam o diálogo  com "a imprensa burguesa" - tornou-se agora de vida ou morte. Esse  longo braço de ferro com a mídia tal qual ela sempre foi conhecida – Globo, da família Marinho, Folha, dos Frias,  Estado, dos Mesquista etc etc – está perto de uma definição. Como nunca antes, todos os veículos de maior faturamento comercial e circulação do País estão rasgadamente contra o PT – e o PT definitivamente contra todos. É a final da luta do século, com revanche para sabe-se lá quando houver novas eleições gerais.
Nesta eleição, o caso virou briga de rua, em que vale, expressamente, tudo. Concretamente, vale até o maior vazamento eleitoral da história do Brasil. De fato, nunca se tinha visto antes uma operação tão orquestrada, de na hora certa da eleição a voz do delator premiado Paulo Roberto Costa aparecer em todas as mídias para entregar "3% para o PT" nos contratos que ele operava na Petrobras. O espaço natural que o vazamento iria mesmo ocupar no noticiário, na abertura da reta final da eleição, em pleno empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, foi amplificado ao último volume  Neste final de semana, para completar a blitzkrieg, tratamento extra VIP é dado neste final de semana pelas revistas Veja e Época, em campanha desabrida pelo candidato do PSDB.
Finalmente, agora, com a maior aliança de mídia já feita no Brasil explicitamente contra uma candidatura presidencial – a de Dilma, como todos sabem -, o PT sabe o que fazer. Após ter passado 12 anos no poder sem ter uma proposta consensual sequer a respeito de uma renovação, que seja, da legislação que regula os meios de comunicação no Brasil, o partido tem uma proposta regular o setor. Antes tarde do que nunca, diz o sábio povão.
PT CONVIVEU SEM CONTESTAR A MÍDIA - A chamada Lei de Meios, que não foi incluída no programa oficial da candidatura Dilma por veto da presidente, o que demonstrou a falta de consenso, voltou à baila. E pela voz da própria Dilma, que disse a blogueiros finalmente ter aderido à ideia de mudar as normas que permitem a maior concentração de propriedade do mundo, monopólio, participações cruzadas e, é claro, autoregulamentação publicitária. Um espetáculo de privilégios que foi brindado com reserva de mercado desde os tempos do regime militar, com as leis que impedem a participação de grupos estrangeiros no controle da empresas de comunicação. Por baixo do pano, ainda nos anos 1960, a Globo quebrou essa regra, mais tarde a Abril se capitalizou com sul-africanos apresentados pela CIA, e a concentração só se fortaleceu.
O partido, conscientemente, fez sua trajetória na diagonal dos meios que encontrou implantados, quando, segundo o próprio PT dos primeiros tempos, a história do Brasil estava começando, exatamente porque o partido surgia. Agora, porém, a aposta é alta, do tipo quem vencer leva tudo: a radicalização sem precedentes ou vai muda o velho estado de coisa, bem anterior á fundação do PT, em caso de vitória de Dilma, ou tende a tornar o setor ainda mais concentrado na propriedade e no poder de fogo.
O impacto de toda a mídia de um País, de uma vez só, veicular a voz BBB de Costa disparando contra o PT coroou o movimento de rasgar de fantasia da mídia. O caso virou, é claro, comentário de botequim. A Folha, que nos comerciais diz que é a favor disso, contra aquilo, que é democrática, etc, passou recibo no Facebook ao publicar um meme de Aécio em festa como se fosse do próprio jornal. "Também estamos em Carnaval" foi o recado. De bandeja, em seguida, aparece o vídeo de Costa, com o dedo no olho do PT. E contra esse "golpe", assim classificado pela própria Dilma, o partido se debate agora.
Será um feito não menor que o espetacular a presidente Dilma conter danos à sua imagem eleitoral debaixo da verdadeira operação "Tempestade no Deserto" desfechada pela mídia tradicional. A presidente tem algum tempo para se recuperar, mas deve contar que novos ataques virão. Quem sabe não aparece logo logo uma fita com o depoimento do doleiro Alberto Yousseff? As fontes são praticamente as mesmas.
NO CAMPO DA MÍDIA - A linha escolhida é da denúncia da operação orquestrada. "Um golpe", como definiu a presidente, no que foi acompanhada por seu coordenador de campanha Miguel Rossetto. Não se sabe se vai dar certo, mas que, a esta altura do campeonato, é a única posição que restou ao PT, quanto a isso não há nenhuma dúvida na direção partidária. De Lula a Rui Falcão, e passando por Rossetto e Aloizio Mercadante, a renovada briga contra a mídia ganhou também a posição da presidente Dilma.
A relação de disputa entre a mídia e o PT está sendo travada no campo em que, paradoxalmente, a própria mídia queria. O PT nunca conseguiu – ou melhor, nunca nem tentou – criar a sua própria base de informação própria. Ainda que o atual presidente do partido, Rui Falcão, seja um jornalista que chegou a cargos de comando em sua carreira. Experiências bem sucedidas como a TV dos Trabalhadores, da CUT, não mereceram o carinho devido da direção do partido para crescer e se multiplicar. Na mídia de papel, jamais o PT quis ter um jornal próprio, no que, nesse particular, foi uma negação pouco inteligente da secular experiência do PCB, pela esquerda, em ter seus próprio veículo. Ou não quis, ou não soube fazer.
No PT, assunto de mídia sempre foi segredo guardado a sete chaves. Não há notícia de que a direção partidária, desde a fundação da agremiação, tenha liderado um diálogo amplo para tratar do tema. Mesmo a proposta de Lei de Meios não é clara para a maioria dos militantes. Provavelmente, cada um que se ocupa do tema tem seu próprio projeto.