05 julho 2014

TCE investiga contratos da Prefeitura de Caruaru


Hoje 23:53
Foi referendada pela unanimidade dos membros da 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma medida cautelar relativa à contratação, pela Prefeitura de Caruaru, de uma empresa especializada em engenharia para a canalização dos córregos do Salgado e Mocós. A medida foi levada para referendo pela conselheira Teresa Duere.

De acordo com o voto da relatora, a análise prévia do edital constatou que o processo licitatório apresentava cláusulas que restringiam a participação de licitantes, além de falhas no projeto básico que poderiam comprometer a escolha da melhor proposta e acarretar para o município um prejuízo de R$ 628.185,29.

Por essas razões, a cautelar foi referendada e ficou decidida a instauração de processo de auditoria especial para a verificação por parte do Tribunal de Contas dos ajustes realizados pelo município no edital de concorrência. O TCE ainda decidiu pela suspensão de qualquer ato relativo à licitação, até que seja divulgado o posicionamento final do órgão.
A Prefeitura de Caruaru foi imediatamente comunicada da decisão do tribunal.

Caminhada: Eduardo abre campanha amanhã no DF

Do Blog do Magno Martins
 

O presidenciável Eduardo Campos e sua vice Marina Silva, do PSB, iniciarão a campanha oficial em uma caminhada em Ceilândia, periferia do Distrito Federal, neste domingo, informa Mel Bleil Gallo, no blog Poder Online. O ato também inaugurará a campanha eleitoral do candidato ao governo do DF pelo partido, o senador Rodrigo Rollemberg, e do candidato ao Senado, Antonio Reguffe (PDT).
Ultimamente, o ex-governador  Eduardo Campos anda a mil com a ideia de discutir propostas para o público jovem. O socialista se animou com uma pesquisa qualitativa encomendada pelo PSB, que aponta uma boa aceitação junto a esse eleitorado

Dinheiro graúdo faz da eleição uma encenação



Josias de Souza (Blog)
No Brasil, como se sabe, campanhas eleitorais movimentam dois tipos de dinheiro: o oficial e o paralelo. Diplomático, o dinheiro oficial adula todos os candidatos. Pragmático, o dinheiro paralelo é mais seletivo. Acerca-se mais de uns do que de outros. Na sucessão de 2014, só o pedaço da caixa registradora que passará por cima da mesa, com registro na Justiça Eleitoral, roçará a casa de R$ 1 bilhão.
O grosso desse dinheiro financiará o trabalho de marqueteiros e a produção dos programas eleitorais que irão ao ar, em rede nacional de rádio e tevê, a partir de agosto. Nesses programas, emprega-se uma técnica que consiste em enfeitar a forca, de modo a conferir-lhe a aparência de inofensivo instrumento de cordas. Se a campanha é rica e tem bons minutos de propaganda, a mistificação é maior.
O eleitor será submetido a uma realidade virtual em que músicas apoteóticas se misturam a imagens exuberantes. A essa altura já devem estar sendo gravados nas ruas os depoimentos de populares que, em hedionda unanimidade, atestarão as virtudes dos candidatos. Nos programas de oposicionistas, obras paralisadas. Nas peças governistas, canteiros funcionando em ritmo de truque cinematográfico.
No fim das contas, o eleitor corre o risco de eleger a melhor encenação, não o melhor candidato. Pior: passa por bobo sem perceber que o dinheiro que financia a produçãohollywoodiana sai do seu bolso. A ideia de que o financiamento da campanha é privado é apenas mais uma farsa que compõe o espetáculo.
A cifra de R$ 1 bilhão refere-se apenas às campanhas para presidente da República. Adicionando-se à conta os comitês de governadores, senadores e deputados, o valor é bem maior. Em 2010, foram às urnas pouco mais de 22 mil candidatos. Sem contar o dinheiro que correu por baixo da mesa, os gastos eleitorais foram contabilizados em R$ 3,23 bilhões. Leiaaqui na íntegra o artigo.

Deputado anuncia desistência de candidatura

Do Blog Sulanca News

Zé Augusto vira o jogo e salva grupo taboquinha
A mais esperada entrevista do ano até agora em Santa Cruz do Capibaribe, ocorreu na manhã deste sábado, quando o deputado federal José Augusto Maia (PROS), anunciou em coletiva que não sairá candidato a nenhum cargo na eleição de 2014.
 
Entre seus familiares, Zé Augusto Maia afirmou em clima de tristeza que nem ele, nem o filho Tallys Maia, disputarão cargos nesta eleição.

Visivelmente emocionado e demonstrando cansaço pelos últimos dias de “virgília” no escritório do PP em Recife, o deputado alegou que pela união do grupo dos taboquinhas estava desistindo da candidatura, tanto de federal, quanto de estadual, e apoia Ernesto Maia e Toinho do Pará para estadual.
Quanto ao apoio para federal, disse que se reunirá com os vereadores para juntos discutirem o assunto, e que havia falado esta semana com Ernesto e Toinho sobre sua indicação para o federal.

No final da coletiva, muitos eleitores foram chegando a sua residência, onde aconteceu o anunciou.
Com a decisão, espera-se que todos caminhem juntos no apoio a todas as candidaturas do grupo. O deputado com sua atitude acabou salvando os chamados taboquinhas de um racha histórico.  
Foto Heverton Moura

Eduardo não empolgou o Nordeste como desejava

Do Blog do Magno Martins
Josias de Souza (Blog)
 

Um dos dados mais surpreendentes das últimas pesquisas é o desempenho pífio do nordestino Eduardo Campos na região Nordeste. Hoje, segundo o Datafolha, ele amealha nesse pedaço do mapa 11% das intenções de voto —um índice apenas dois pontos acima dos 9% que obtém em todo o país. Para quem governou Pernambuco por dois mandatos é pouco, admitem até os seus correligionários.
A inanição vira constrangimento quando se verifica que Campos está tecnicamente empatado no Nordeste com o mineiro Aécio Neves, a quem o Datafolha atribui 10%. O sonho de destronar Dilma Rousseff na região virou pesadelo. Cavalgando os programas sociais do governo, sobretudo o Bolsa Família, a candidata de Lula arrasta, hoje, 55% dos votos dos nordestinos.
Nas suas andanças pelos Estados do Nordeste, Campos gosta de recordar que Dilma deve sua eleição aos nordestinos, que lhe presentearam, em 2010, com uma dianteira de 10,7 milhões de votos em relação a José Serra, então candidato do PSDB. “Agora, ela quer levar nossos votos de novo”, disse Campos em recente viagem à Bahia. “Não terá! Dessa vez os nordestinos já têm em quem votar.”
Por enquanto, esse tipo de discurso não colou. Ao contrário. No Datafolha de junho, Dilma obtivera 48% no Nordeste. Na nova sondagem, ela avançou sete casas, estacionando nos 55%. Campos não é o único a lamentar. Aécio também esperava que o candidato do PSB marchasse sobre o eleitorado nordestino do PT, atenuando a vantagem que compensa a fragilidade de Dilma noutras regiões.
Há três meses, quando deixou o governo de Pernambuco, a primeira preocupação de Campos foi a de se instalar em São Paulo. Queria ver e, sobretudo, ser visto no maior colégio eleitoral do país. Dava-se de barato, então, que o Nordeste lhe cairia no colo por gravidade, mercê da grande aprovação que sua gestão tivera em Pernambuco.
No momento, um pedaço do PSB avalia que Campos terá de dispensar mais atenção ao Nordeste, abrigo de 27% do eleitorado do país. Sob pena de perder terreno não para Dilma, mas para o próprio Aécio. Que costurou alianças estratégicas em Estados como Bahia e Ceará.

Ferro: "Declaração de bens de Eduardo é fantasiosa"



Do Blog do Magno Martins

Na sua fala, há pouco, no ato de adesão do prefeito do Cabo, Vado da Farmácia, ao candidato do PTB a governador, Armando Monteiro, o deputado Fernando Ferro bateu duro no discurso da nova política pregada pelo ex-governador Eduardo Campos e levantou dúvidas quanto à declaração de bens encaminhada pelo socialista à justiça eleitoral.
“A declaração de bens de Eduardo é fantasiosa. Uma merreca de R$ 500 mil até eu tenho mais”, disse Ferro, levantando aplausos do público presente. Na declaração entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, Eduardo declarou R$ 546 mil, mesmo valor, segundo ele próprio, do ano de 2006

Vado bate no PSB e diz que rompe com o isolamento



Do Blog do Magno Martins

O prefeito do Cabo, Vado da Farmácia (PSB), disse, há pouco, em discurso na formalização do seu apoio à candidatura de Armando a governador, que tomou a decisão mais sensata e correta da sua vida, uma decisão, segundo ele, que não é isolada, mas compartilhada pelo seu grupo político.
“Estamos chegando para reforçar o palanque de Armando com todo o meu grupo e mais nove vereadores”, disse, adiantando que sua relação com o senador e candidato trabalhista a governador vem de longo tempo, quando ele vice-prefeito acompanhou os investimentos levado por Armando para o município.
“Estou vencendo a barreira do isolamento no Estado, porque fui abandonado pelo meu partido e agora passo a me integrar um grupo, fortalecido, que vai governar Pernambuco”, disse.

Armando comemora adesão de Vado e canta vitória

do Blog do Magno Martins


Ao falar, há pouco, no ato de adesão do prefeito do Cabo à sua candidatura a governador, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) disse não ter dúvidas de que a oposição ganhará as eleições no Estado. “Esse conjunto de forças que estamos mobilizando vai levar Pernambuco a saudável alternância do poder, porque vivemos num Estado plural e democrático”, afirmou.
Com o apoio de Vado, segundo ele, os fatos vêm desmentindo que seu palanque não tem expressão na Região Metropolitana. Em Olinda, citou o apoio de Teresa Leitão, em Paulista Sérgio Leite, em Camaragibe Meira, em Igarassu o prefeito Mário Ricardo e agora Vado no Cabo.
“Isso sem falar no Recife, onde temos o apoio de lideranças importantes, como a vereadora Isabela de Roldão, que se incorporou ao nosso palanque”, disse, citando em seguida o apoio dos demais vereadores da capital engajados ao seu projeto.
“No Cabo, Vado estava vivendo um cerco de lideranças que não aceitam perder o poder no município. Mas, no Cabo Vado não aceitou nem aceitará nunca a tutela de outras lideranças”, disse Armando. Segundo ele, está se montando um time aguerrido e competente na Região Metropolitana.
Para Armando, o povo de Pernambuco percebe que uma candidatura inventada. “Há uma diferença entre eleição e um referendo. Nós estaremos submetidos a um processo de eleição, que significa julgamento”, disse, acrescentando que o povo de Pernambuco quer interromper os espaços de poder de um grupo que deseja se manter na máquina a todo custo.

04 julho 2014

NOVELA DA GLOBO PERDE 25 ‘ITAQUERÕES’ DE AUDIÊNCIA


A coisa já esteve melhor para a Plim-Plim
    DO SITE CONVERSA AFIADA


Da Folha (*):

NOVELA DAS 21H DA GLOBO, ‘EM FAMÍLIA’ PERDE 25 ‘ITAQUERÕES’ DE PÚBLICO


(…)

VAMOS AOS FATOS

Para usar um exemplo “popular”, fizemos a comparação das novelas das 21h com o estádio do Corinthians absolutamente lotado até a boca. Com essa comparação é possível afirmar que a novela “Em Família”, talvez a última de Manoel Carlos, não só está registrando a pior média de todos os tempos em sua faixa como também teve uma das maiores fugas de público que se tem notícia nos últimos dez anos. Na Grande São Paulo, principal mercado publicitário do país, ela perdeu 6 pontos de média na comparação com sua antecessora, “Amor à Vida”. Isso representa 390 mil domicílios que saíram da Globo para outros lugares.


ISSO EQUIVALE…

… também a cerca de 1,5 milhão de pessoas. Ou ainda, 25 estádios do “Itaquerão” (61 ou 62 mil lugares, incluindo penetras) absolutamente lotados de público perdido em apenas uma novela.

SUB-DO-SUB DA FIFA AGORA QUER MUNDIAL DE CLUBES AQUI

DO SITE CONVERSA AFIADA

Não era ele o jênio do PiG ? Não era ele que dizia que não ia ficar pronto ?



Saiu no G1:

BRASIL PODE SEDIAR DOIS MUNDIAIS DE CLUBES, DIZ VALCKE



Secretário-geral da Fifa elogia estrutura montada no país para a Copa do Mundo e diz que Índia e Emirados Árabes também querem sediar evento

A Copa do Mundo ainda nem acabou e o Brasil já pleiteia sediar mais um evento Fifa. Em 2017 e 2018, o Mundial de Clubes pode voltar ao país que organizou a primeira edição da competição com a chancela da entidade máxima do futebol, em 2000. Quem confirma a informação é o secretário-geral Jérôme Valcke.
“Ou seja, o Brasil tem um nível de campos de futebol que, hoje, é singular no mundo. Poucos países do mundo podem dizer que têm tamanha infraestrutura para o futebol. Não apenas nos principais estádios, mas todos os campos de treinamento, pois a Copa do Mundo não são apenas 12 estádios, nós temos aproximadamente três centros de treinamento por cidade. Então, além do principal, temos 36 campos no Brasil para jogar futebol”, disse Valcke
.

DUDU SE ALIA AO ATRASO E PREGA O NOVO


“É a política com p minúsculo”
    Do site conversa Afiada



Conversa Afiada reproduz texto de Gregório Silva, extraído do Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:

EDUARDO CAMPOS SE ALIOU AO ATRASO EM PERNAMBUCO PELA “NOVA POLÍTICA” NO BRASIL



Por Gregório Silva*, de Recife, especial para Escrevinhador

É infortúnio afirmar que política não é futebol. Observar as movimentações, estratégias e táticas é um exercício instigante. Pena, também, que a esquerdinha brasileira não joga como o time do Chile, que ao observar o modelo de jogo da Espanha, atacou. A Espanha perdeu para ela mesma. Perdeu para o modelo e a permanência no errôneo modelo.

A política com p minúsculo tem uma movimentação própria, às vezes presumíveis, às vezes surpreendentes. O rei sem trono Eduardo Campos não consegue emplacar o filho na Presidência da Juventude do seu partido… É o jogo neste feudo.

A política com p minúsculo ficou igual à plástica do futebol plástico. Um jogo de patrocínios canalizados por grupos econômicos com interesses próprios, que utilizam a regra do jogo como meio para adquirir um poder exclusivo de administrar o Estado. Quando as regras são alteradas com o jogo acontecendo, dá a moléstia dos cachorros.

Em Pernambuco, esse jogo é mais claro. A candidatura de Eduardo Campos é uma tragédia. Começa e logo vem uma greve da Polícia Militar e um assessor de comunicação publica uma foto do candidato em um jatinho; outro no twitter escreve “vai ter coca Aécio” e é demitido.

Paulo Câmara, candidato imposto por Campos ao governo de Pernambuco, concede uma entrevista e faz propaganda da construção de três hospitais e seis UPAs.

Logo depois, o ex-secretário de saúde de Pernambuco, Antonio Carlos Figueira, foi questionado sobre os detalhes dessas ações na área de saúde. E afirmou que não sabia da construção dessas unidades de saúde…

E por último, para ficar aqui, com a frase “podemos apoiar qualquer um ou nos abster”, a prima Marília Arraes deixa transparecer o nível de contradição interna que vive o PSB hoje.

Pode isso, Arnaldo? Pode. Pode porque a regra é clara quando se vende e se compra o patrimônio político como quem compra e vende o voto. É a lógica do mercado: se tem quem compre, tem quem venda. Nas eleições, são moedas distintas como cargos e tempos de TV.

Eduardo Campos representa uma tragédia porque se aliou com o que é mais atrasado do Velho Mundo, em nome da “nova política” no Brasil.

Dudu filiou os falidos do DEM/PFL Heráclito Fortes e os Bornhausen’s ao seu partido. Em nome da “nova política”, juntou Severino Cavalcanti, Joaquim Francisco, Roberto Freire e João Lyra.

Aliou-se também com o capital financeiro, que impõe modelo neoliberal na Europa, provocando os maiores índices de desemprego da história do continente, ao mesmo tempo em que elegem o maior número de representantes de partidos nazifascistas.

Essa ferocidade política tem consequências.

O mundo não é pequeno, mas a elite é pouca. E não é burra. É a elite. Isso basta. Não xinga à toa presidente da República que está sendo vista por 4 bilhões de pessoas no mundo. A elite é a tradição – e não a mudança.

Não espanta mais observar esse jogo de movimentação política dos fidalgos em seus feudos. Contudo, com o coronelismo é diferente. Com o coronelismo, a elite fica mais elite. É diferente porque os interesses sombreiam no mesmo ambiente.

Para deixar mais clara a realpolitik pernambucana, eis que surge uma pedra no meio do jogo: o #ocupeestelita. Era para dar tudo certo. Na fidalguia é assim. O escritório de advocacia do primo de Eduardo Campos, Thiago Arraes de Alencar Norões, foi nomeado procurador do Estado para defender o empreendimento.

Um estudo de impactos ambientais, fruto de contrato de consultoria, que dá autorização para derrubar os galpões, havia sido embargado pelo Ministério Público Federal a pedido do Iphan. Os tratores tinham começado a derrubá-los na noite do dia 21 de maio, quando um funcionário das construtoras apresentava uma xerox colorida de uma falsa autorização.

O projeto é antigo e, como na historinha de João e Maria, o caminho que liga a Prefeitura do Recife ao prédio do Grupo JCPM havia sido trilhado pela gestão João Paulo e João da Costa, ambos do PT.

Era fácil e bastava deixar as migalhas de pão no chão que outro passava pegando. Como disse o poeta Zeca Baleiro, é como “os pombos no asfalto/eles sabem voar alto/mais insistem em catar as migalhas do chão”.

Na gestão Geraldo Júlio, herdeiro de Dudu, não seria diferente. Se para o PT que é o PT as construtoras doaram 75 % dos R$ 79,8 milhões gastos na última campanha, para o PSB não seria diferente. A diferença é que com o coronelismo a vingança vem a cavalo, mas cavalo do Batalhão de Choque. João Lyra, um recém-filiado ao PSB, mandou que cumprir a reintegração de posse. E pronto.

O Eduardo Campos deveria agradecê-lo, pois o tornou mais conhecido em nível nacional. É assim mesmo. Políticos habilidosos e raivosos agem assim. O prefeito disse que não sabia. E aposto que não sabia mesmo. Porque não era para ele saber.

Outros capítulos da realpolitik pernambucana seguirão. Por enquanto, Eduardo Campos está perdendo para ele mesmo. Enquanto o juiz da partida continuar reafirmando que só não vale dedo no olho, as regras serão as que estão aí.

Com a confirmação do nome de Paulo Rubem (PDT) para vice de Armando Monteiro, o jogo ganha novas complexidades. Armando é neto de Agamenon Magalhães, ex-ministro de Getúlio Vargas, que foi interventor em Pernambuco. Assumiu em dezembro de 1937, quando Getúlio dizia ser um dos melhores, certamente porque sua polícia batia mais em babalorixás e quebrava melhor os potes de barro dos terreiros, quando se fazia valer a legalidade de que o Brasil só tinha uma religião: a católica.

Elite é elite.

Entre um capítulo e outro dessa tragédia grega, entre um jogo e outro nas arenas, continuamos a observar preocupados os números de recente pesquisa que indica que mais de 70 % do eleitorado brasileiro não sabe o nome do deputado que votou na última eleição.

O jogo está rolando.

*Cientista político e pernambucano

Gilmar Mendes, um Ministro acima da lei e do decoro









No dia em que caiu a casa de Demóstenes Torres, com a denúncia sobre suas ligações com Carlinhos Cachoeira, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) estava em seu apartamento, consolando o amigo.
São relações antigas, pessoais.
Gilmar ignorou todas essas relações e não se declarou impedido para conceder uma liminar reintegrando Demóstenes ao Ministério Público de Goiás.
A alegação foi a da eternização do julgamento – a demora do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) em julgar Demóstenes.
Com essa decisão, Gilmar não apenas atropelou princípios de impessoalidade no julgamento, como os próprios ensinamentos do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), de sua propriedade.
No IDP se aprende o princípio da proporcionalidade. Por ele, o interesse da sociedade deve sempre prevalecer sobre o interesse das partes. Deve-se impedir abusos contra os réus, mas levando-se em conta a gravidade das acusações e, a partir dela, o chamado interesse público.
O caso Demóstenes é cristalino. Ele é alvo de denúncias gravíssimas, muitas dela devidamente comprovadas. Quando existem provas de tal naipe, há que se cuidar do prazo de julgamento, mas não sendo julgado de imediato não pode significar a retomada dos direitos. Trata-se de uma aberração jurídica, devolvendo as atribuições de procurador a alguém com tal volume de suspeitas.
Vingando a tese de Gilmar, qualquer advogado conseguiria a libertação dos réus meramente recorrendo a práticas procrastinatórias.
É hora de se saber se esse país têm contrapontos institucionais ou não, ou se, mesmo após a saída de Joaquim Barbosa, o STF continuará permitindo abusos dessa ordem.
Qual vai ser a atitude do CNMP ante essa arbitrariedade? E da Ordem dos Advogados do Brasil? E do próprio CNJ?

O desgaste das mídias tradicionais

Do site Brasilianas.org

Autor: 
 
Programa discute o desgaste das velhas mídias como fontes de informação com o avanço das redes sociais
Nesta sexta-feira (19 de Julho), será gravada a próxima edição do programa Brasilianas.org, apresentado todas as segundas-feiras, na TV Brasil. O apresentador Luís Nassif receberá o diretor de conteúdo do Portal Terra, Antonio Prata, o coordenador Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social –, Pedro Ekman e o Publisher do portal iG, Tales Faria, convidados para analisarem o consumo da mídia no país.
Clique aqui e encaminhe suas perguntas que poderão ser respondidas durante a gravação.
Segundo avaliação da seccional brasileira da agência Interactive Advertising Bureau (IAB) os meios de comunicação tradicionais (rádio, cinema, TV e jornais impressos) estão perdendo espaço entre os consumidores de mídias para a internet ano a ano.
Isso ocorre porque a internet, a base das novas mídias, se distingue dos demais meios por não apenas leva a informação como também permite interação e construção de ideias, aumentando assim o relacionamento entre as pessoas. O último relatório da IAB-Brasil, divulgado em maio, aponta que o Brasil tem 94 milhões de internautas e ainda, que mais da metade da população da classe C já usa a internet.
A última entrevista da instituição feita com cerca de 2 mil usuários mostra que sete em cada dez (70%) afirmam que fariam uma atividade online se tivessem 15 minutos de tempo livre no dia. Ao mesmo tempo a maioria dos brasileiros usuários da internet navega na web (85%) quando assiste TV (60%).
Mais de 40% dos entrevistados passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na internet enquanto apenas 27% passam o mesmo tempo assistindo TV. 

Novos movimentos sociais tendem a se manter apartidários

Do site Brasilianas.org


Autor: 
 

A tendência dos novos movimentos sociais apartidários, que nasceram da desesperança com os meios tradicionais de representação política, é que continuem fora do sistema político, não se ligando a partido algum. Essa é a análise do filósofo e professor de políticas públicas da USP, Pablo Ortellado, que acompanha a atuação de coletivos que questionam os sistemas econômicos e políticos bem antes de junho de 2013.
Segundo Ortellado, os movimentos apartidários estão sendo gerados desde 1990, e não são ligados aos movimentos sociais dos anos 70 e 80 que originaram o Partido dos Trabalhadores (PT). Quando fundado, em 1980, o PT procurou renovar “de forma profunda” o conceito de participação política, “nasceu como uma espécie de federação dos movimentos sociais e tentou reverter a lógica pela qual partido e movimentos se ligavam. Esse experimento chegou ao limite hoje”, explicou o professor durante sua participação no programa de debates Brasilianas.org, na TV Brasil.
Com o uso da internet os movimentos sociais ganharam força e rapidez para organizar protestos pressionando os políticos, assim como foram os atos de junho de 2013, quando o movimento Passe Livre levou milhões de pessoas às ruas, em várias cidades do país, para exigir a redução das passagens de ônibus. O mesmo ocorreu mais recentemente na cidade do Rio de Janeiro, quando o movimento de professores reunidos pelo aumento salarial arrastou milhares de pessoas às ruas, que não eram ligadas aos sindicatos da categoria.
Essa nova forma de articulação e pressão dos movimentos sociais está obrigando os cientistas políticos a estudarem formas do velho sistema político ser alterado para responder de modo mais célere a pressão popular das ruas. Um deles é Antonio Flavio Testa, que acompanha os trabalhos do Senado há pelo menos 30 anos. Segundo ele existem várias propostas no Congresso de reforma política, entretanto elas são barradas pelo que o professor Testa chamou de “problemas de modelo mental” da burocracia institucional dos poderes legislativo e executivo.
“Se houver [em muitas questões] vontade política [no Congresso e na presidência] se vota. É só olhar [o uso] das medidas provisórias. Um exemplo recente é a medida provisória da seca, aprovada a toque de caixa por conta da pressão da maior bancada do parlamento, que é a do Nordeste. Mas depois, na hora da regulamentação, foi barrada pela burocracia do Banco do Nordeste e por outros problemas legais e jurídicos que não deram condições nenhuma para que aqueles penalizados pela seca pudessem ter seus processos renegociados”, completou Testa.
O cientista político acredita que a saída para melhorar o sistema político brasileiro, reduzindo as tensões entre os movimentos sociais e os representantes políticos, está na revisão do pacto federativo. No modelo atual os municípios possuem pouco poder de decisão e acesso aos recursos para dar conta dos seus problemas sociais.
“Os municípios estão totalmente afastados do poder decisório central. Os governadores nem sempre tem interesses com seus prefeitos. Há uma discussão enorme e tudo isso desemboca no Congresso. E é claro que a imagem que mais sofre é a do parlamento”, ponderou.
Não está certo como o sistema político atual irá se reconfigurar nas próximas décadas para dar conta da crescente pressão popular, cada vez melhor organizada graças às tecnologias. Ortellado compreende que o cenário aponta para a coexistência entre os novos movimentos sociais e o sistema de representação política. Este último, cada vez mais “testado e empurrado por novas formas de participação política de mobilização direta”, completou.
A Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de participação social mais direta, como os plebiscitos e referendos, mas para o professor titular de Ética e Filosofia do Departamento de Filosofia da USP, Milton Meira, são pífios “em relação ao que pode se fazer em uma nova forma de, sobretudo, criar responsabilidade política".
A pulverização de diversos movimentos sociais da nova sociedade, movida pelas tecnologias e redes sociais, apresenta problemas para o tipo de organização política que deverá acontecer à frente para a concretização de políticas públicas. Portanto, o professor compreende que ainda estamos em um processo onde é necessário reinventar o exercício do poder público muito mais pela questão da responsabilidade política individual.
“Hoje o cidadão é um puro expectador da política, mas ele quer participar e não vê como fazer isso. O grande desafio é como transformar essa necessidade de participação com o uso efetivo de um poder que venha do cidadão e não só do representante”, observou.
A internet e as novas articulações sociais
O professor de políticas públicas Pablo Ortellado discorda da teoria de que a internet foi a responsável pelo surgimento dos novos movimentos sociais. “[Na verdade], foram as tecnologias que foram moldadas por esses movimentos, do que os movimentos são frutos dessas tecnologias”,. Ele relembrou que as redes sociais, ou mídias participativas, nasceram ou dos movimentos sociais ou da academia. “Google, Facebook vieram da academia, enquanto Twitter, Flicker e Youtube vieram de movimentos sociais”.
Ortellado explicou, ainda, que a forma de atuação dos novos movimentos sociais é bastante diferente das instituições comuns. “As instituições, por definição, [mantêm] uma relação social que se reproduz no tempo, e os movimentos sociais, esses novos, tem características próprias, são coalizões ad hoc. Eles surgem para enfrentar determinados problemas. Podem ser vitoriosos ou podem ser derrotados. Eles se reconfiguram. [Assim], você tem uma base de ativismo difuso na sociedade que vai se reorganizando a medida que os problemas surgem”, concluiu.

Cultura Criativa: A economia do século XXI



Autor: 
 
Segundo dados da ONU, a economia criativa é um setor estratégico responsável por 10% do PIB mundial. Resumidamente é um setor que não se produz com matérias-primas perecíveis, mas sim com valores intangíveis como criatividade e conhecimento. No Brasil, o segmento começou a se destacar em 2004 graças à visão do diplomata Rubens Ricupero, um defensor da economia criativa como estratégia de desenvolvimento.

O conceito “Economia Criativa” parte da diversidade cultural e ao mesmo tempo pensa na sustentabilidade ambiental e social. Os serviços que compõem o setor são: moda, design, TV, vídeo, rádio, cinema, fotografia, arquitetura, artes visuais, gastronomia, teatro, editoração, propaganda, artesanato, música e dança. Todo esse conjunto compõe uma grande economia.
O tema acabou sendo excluído das discussões do governo federal, porém em 2010 voltou com força após a criação da Secretaria da Economia Criativa, que faz parte do Ministério da Cultura. “A Secretaria tem por missão conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio e fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros”, afirma a ex-secretária de economia criativa do MinC, Claúdia Leitão. “Desde o início, nossa preocupação sempre foi a de formular e implementar políticas públicas para essa dinâmica econômica que vai da criação até o consumo.”
Segundo Cláudia, não se deve tratar os setores da Economia Criativa da mesma forma. Alguns setores possuem grande possibilidade de obter sustentabilidade econômica. No caso deles, a profissionalização, o aprimoramento da logística de distribuição e a criação de marcos regulatórios podem transformar o Brasil num exportador de bens culturais.
Para a economista e especialista internacional em economia criativa, Ana Carla Fonseca Reis, a criação da secretária teve um papel importante para o setor. "A meu ver a maior missão dessa secretária é desenhar uma política consistente e integrada de economia criativa, de modo articulado com as demais pastas e instituições públicas e privadas. Vejo com otimismo e bons olhos o trabalho que a Secretaria vem desenvolvendo nos últimos meses, em especial por meio de convênios firmados com o SEBRAE e o Ministério de Ciência e Tecnologia”.

Segundo Ana Carla, o brasileiro é criativo, mas essa criatividade não necessariamente se converte em ativo econômico. Para transformar uma boa ideia em produto, serviço e valor agregado, existem desafios das mais diversas ordens que o Brasil não tem sido ágil ou capaz de enfrentar com a devida ênfase. Dentre eles, a educação. "Não basta ser criativo se você não tem a capacidade de decodificar e elaborar informações, não desenvolver raciocínio crítico e questionamentos. Logo obviamente você terá dificuldade em transformar essa boa ideia em uma proposta de negócio viável", alerta Ana.

A Escola São Paulo é a primeira instituição de ensino na América Latina totalmente dedicada à educação continuada para adultos. A diretora, Isabella Prata, diz que a instituição oferece opções de cursos para aqueles que atuam nos setores tradicionais. A formação é oferecida não só para quem quer se profissionalizar, mas também para quem quer empreender.
"Percebemos que o Brasil é um grande celeiro nos setores criativos mas muitos empresários e profissionais não recebem das escolas tradicionais um preparo específico para gestão nas áreas de administração, finanças e recursos humanos.” afirma a diretora.
Os números e levantamentos disponíveis sobre os setores criativos conseguem mensurar resultados produzidos por empresas cujo core business se enquadra nas áreas criativas. O que mais impressiona, nos últimos anos, no entanto, é a influência da indústria criativa na chamada economia tradicional. O mercado financeiro, a indústria automobilística, o mercado imobiliário, a indústria têxtil, o mercado digital têm colocado profissionais dos setores criativos de braços dados com engenheiros, economistas e técnicos, para diferenciar seus produtos e serviços, agregando valor ao que vendem.

Por fim, Isabella diz que para transformar uma boa ideia em produto a palavra central para essa resposta é gestão. “Há uma infinidade de grandes ideias que terminam em nada porque os profissionais dos setores criativos não conseguem materializar e perenizar aquilo que concebem dentro de um ambiente empresarial sustentável e perene. Esse é o principal ponto. Mas há também um caminho para essa ideia transformar-se em produto ou serviço. Esse caminho passa por um plano de negócios, pela busca de financiamento, por associações e parcerias, enfim, pelos caminhos empreendedores mais diversos”.

Média de salários nos setores criativos é 6% maior no Brasil



Autor: 
 
Os setores da chamada indústria criativa pagam salários médios 6% maiores do que pagam outros setores no mercado de trabalho brasileiro, segundo levantamentos recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE).

O termo indústria criativa nasceu nos anos 1990, na Austrália, em seguida fortalecido no Reino Unidos no final da mesma década. Diz respeito a empreendimentos que dependem da criatividade e de trabalhos individuais, como design, moda, cinema, softwares, artesanato e entretenimento no geral. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apenas 2,5% do Produto Interno Bruto brasileiro é composto por recursos advindos das áreas criativas. Para o secretário nacional de economia criativa do Ministério da Cultura, Marcos André Carvalho, o dado é preocupante e mostra o quanto o país está atrasado em perceber o valor desses setores para o desenvolvimento socioeconômico na contemporaneidade. Para se ter ideia, em 2008, a indústria criativa movimentou no mundo 500 bilhões de dólares em produtos e serviços.

"Não se trata somente de uma economia criativa ou de uma nova economia. Estamos falando de uma nova sociedade, de uma nova humanidade. Isso porque poucas gerações passam por uma virada de século, e menos ainda por uma virada de milênio como a nossa. Além disso as mudanças estão ocorrendo de modo muito rápido pois estamos na sociedade da informação onde tudo está conectado. A informação flui de uma maneira rápida e é essa sociedade que produz essa nova economia", ponderou o secretário durante sua participação no Fórum Brasilianas.org - A indústria criativa brasileira, realizado em outubro no Rio de Janeiro.

Segundo o André Carvalho a produção cultural é o ponto chave na economia atual. "A Inglaterra e a Austrália já descobriram isso há 15 anos e estão faturando muito e promovendo o bem estar social e o desenvolvimento econômico através dos setores criativos", completou. Nas próximas décadas, o intangível, ou seja, os setores baseados na cultura criativa passarão a valer mais na composição do produto interno bruto das nações desenvolvidas do que os setores ligados a indústria e a commodity.

"Nós somos uma geração onde todos produzem cultura e todos estão veiculando cultura. As pessoas estão o tempo inteiro consumindo cultura, trocando informações, trocando conhecimento, que é a grande moeda, o grande tesouro dessa geração". Talvez por isso, considerou o secretário, seja tão necessária uma revolução na educação brasileira e mundial para se adequar a nova geração sedenta por acessar e construir conhecimento.

Políticas no Brasil

O secretário considerou que as políticas públicas de incentivo as organizações culturais de vária s regiões deram um salto com a implantação dos Pontos de Cultura, idealizados pelo então secretário da cidadania cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, na gestão do ministro Gilberto Gil (2004-2010).

"Naquela época o ministro encerrou com aquela política dos 'amigos do ministro' que chegavam [no balcão do] Ministério da Cultura e conseguiam dinheiro. A partir dali começaram a ser publicados editais avaliados por comissões compostas pela sociedade civil. Isso foi uma quebra de paradigma", observou.

Porém a abertura de editais para fomentar o desenvolvimento de pontos de cultura no Brasil afora não foram suficientes para melhorar a distribuição de recursos do Ministério da Cultura. "Observamos de início que dois terços dos grupos culturais eram informais e não podiam participar [dos editais] pois não sabiam traduzir, por exemplo, aquela realidade linda do terreiro ou da periferia para o papel", contou. Assim, os grupos que ganharam os editais continuaram sendo os mesmos que antes acessavam os recursos do Ministério da Cultura.

Para tentar solucionar esse problema no Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Cultura criou um escritório de apoio no formato de caravana que passou a percorrer todo o território formalizando grupos populares. "Foi um sucesso absoluto. Tivemos 75 cidades que receberam pontos de cultura entre 92 municípios. Isso se espalhou criando uma rede de 230 pontos de cultura [no estado do Rio de Janeiro] de todos os tipos: de caiçaras, quilombolas, ciganos, candomblés, de pescadores".

O secretário de economia criativa aponta que o grande desafio hoje é "quebrar a lógica perversa dos editais e das leis de incentivo", pois acredita que esses mecanismos são responsáveis pela descontinuidade de inúmeras experiências culturais.

"O produtor cultural está sempre com um pires nas mãos. Monta uma temporada de teatro e, daqui à pouco, desmonta tudo, demite todo o mundo e, em seguida, está novamente com o pires nas mãos porque nunca consegue pensar de uma maneira estratégica como diversificar suas fontes de financiamento". Nesse sentido dois problemas precisam ser enfrentados: a falta de conhecimento sobre gestão de empreendedores culturais e mudanças de paradigmas quanto a avaliação de crédito de fontes privadas de financiamento.

Para solucionar o problema da gestão, o Ministério da Cultura dará início no primeiro semestre de 2014 a implantação de 13 incubadoras em 13 estados. "Estamos assinando convênios com esses estados e já temos compromissos de Belém ao Rio Grande do Sul, com meta de atingir os 27 estados brasileiros", explicou André Carvalho. As incubadoras irão oferecer formação em gestão cultural com o grande desafio de adequar a linguagem dos cursos a setores tão diversificados que vão da produção de filmes e aplicativos para celulares, ao artesanato e danças regionais. 

Aécio: 2º turno está 'cada vez mais consolidado'

:
O presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves afirma ter visto com "satisfação e tranquilidade" a pesquisa Datafolha divulgada ontem, que aponta avanço de 19% para 20% nas intenções de voto do tucano.
"Ela mostra que o segundo turno está cada vez mais consolidado e que a diferença entre nossa candidatura e a da presidente nesse segundo turno vem diminuindo a cada pesquisa", diz Aécio em nota.
O candidato a vice de Aécio, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) acredita que popularidade de Dilma Rousseff (38%) se justifica pela "euforia" da Copa do Mundo, e adverte: "mas não é nada que perdure".
O senador Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha, lembra que "brasileiros só vão se voltar para as eleições em agosto". (Portal BR 247)

Dilma 'lucra' com Copa


  
Em pesquisa do Datafolha publicada ontem na Folha de São Paulo, o povo brasileiro manifestou ampla satisfação com o sucesso da Copa do Mundo, o que, evidentemente, influenciou na mudança do astral do eleitorado em relação ao processo da sucessão presidencial.
O estudo mostra que a proporção de eleitores favoráveis à Copa no Brasil subiu de 51% para 63% em um mês. O orgulho com a realização do Mundial também saltou de 45% para 60%. Entre os entrevistados, 76% condenaram os torcedores que xingaram a presidente no jogo de estreia da Copa, em São Paulo.
Mesmo entre os eleitores de Aécio e Campos, a reprovação foi majoritária: 69% e 72%, respectivamente. Em consequência, as intenções de voto em Dilma avançaram de 34% para 38% e a aprovação do governo variou positivamente, de 33% para 35%. No mesmo intervalo, o candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 19% para 20%.
Já o candidato do PSB, Eduardo Campos variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%. O fator Copa também influenciou na economia, em relação à expectativa de inflação (recuo de 64% para 58%), desemprego (de 48% para 43%) e poder de compra do salário (avanço de 27% para 32% dos que esperam melhoria).
Atualmente, 30% acham que a economia do país irá melhorar, frente a 26% em julho. E 48% estão otimistas com a própria situação econômica – contra 42% há um mês. Os números levantaram o astral de Dilma e provocaram euforia entre os dirigentes petistas, que acreditam que o sucesso do Mundial, independentemente de o Brasil ser campeão, trarão reflexo positivos nas urnas, garantindo a reeleição da presidente.
É arriscado, entretanto, apostar cegamente nessa direção, até porque quando Lula se elegeu pela primeira vez, no campo da oposição, o Brasil foi campeão mundial, o que, teoricamente, teria beneficiado o candidato apoiado por Fernando Henrique, que estava no poder, e não a oposição.

TRE concede vitória a Armando sobre Frente Popular

Fonte: Assessoria de Imprensa AM















Os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TER-PE) absolveram por unanimidade, na sessão de ontem (3), o senador Armando Monteiro Neto (PTB) da ação impetrada pela Frente Popular da acusação de propaganda antecipada. O petebista foi acionado na Justiça eleitoral por ter comemorado no Twitter dados da pesquisa Vox Populi, de abril, que apontou sua liderança na corrida sucessória estadual, por 53% contra 7% de Paulo Câmara (PSB).

A notícia havia sido publicada dias antes em um jornal de circulação estadual e foi apenas reproduzida no perfil oficial de Armando Monteiro na rede social.

Essa foi a observação feita por todos os desembargadores do TRE, que entenderam que a publicação feita no perfil oficial de Armando Monteiro no Twitter não se tratava de uma divulgação, mas sim da reprodução de uma notícia, tendo em vista que a informação já havia sido divulgada oficialmente por um veículo de comunicação de âmbito estadual.

Baseados em jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos os desembargadores do TRE observaram ainda que publicações veiculadas pelo Twitter não são passíveis de restrições ou de cerceamento da liberdade de expressão. "Não houve a divulgação no perfil do senador Armando Monteiro de uma informação até então desconhecida. Tratou-se apenas da reprodução de um dado que já havia sido publicado em um jornal", afirmou o advogado da coligação petebista, Walber Agra.

"Isso demonstra, mais uma vez, o medo da Frente Popular de, com o calor das eleições, estar tentando judicializar o pleito, cada vez mais, para mitigar as chances de vitória do senador Armando Monteiro", acrescentou o jurista.

Armando defende incentivos por melhorias na educação

Blog do Magno Martins















O senador Armando Monteiro Neto, candidato do PTB ao Governo do Estado, defendeu, na noite de ontem (3), investimentos em educação e infraestrutura como incentivo para o desenvolvimento de Pernambuco. Ao lado dos candidatos a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), e ao Senado Federal, João Paulo Lima (PT), Armando participou de sabatina, em um restaurante da Zona Norte do Recife, com integrantes da Rede Gestão, entidade que reúne 35 empresas e instituições em defesa do crescimento sustentável do estado.

 Armando reforçou o seu compromisso, sobretudo, com a educação, repetindo que esta será "a prioridade das prioridades". Ele enfatizou a necessidade de se promover uma revolução no setor para que os avanços econômicos dos últimos anos possam ser mantidos no futuro. "Ainda há muito a ser feito. Convivemos com situações constrangedoras no ensino fundamental. Precisamos criar um ‘Padrão Pernambuco’ de educação."

O senador também informou que vai implantar no governo a política de incentivo aos municípios para que a educação possa avançar, uma vez que a responsabilidade prioritária do ensino fundamental é das administrações municipais. "É um tipo de incentivo dado por meio do ICMS, um mecanismo relativamente simples: é dar, por meio da cota-parte do ICMS, uma maior participação aos municípios que têm um melhor desempenho na educação", destacou Armando, citando iniciativa já em vigor no Ceará.

Investimentos em infraestrutura também foram citados pelo candidato, que salientou a necessidade de uma parceria estreita com o Governo Federal para a implantação de obras como o Arco Metropolitano, a Adutora do Agreste e a requalificação e duplicação da BR-232 até Salgueiro.

O petebista reforçou ainda a necessidade de um pacto metropolitano para cuidar de questões como mobilidade urbana e habitação. "Os municípios, com a liderança do Governo do Estado, precisam se agrupar em torno de consórcios e conselhos. Não há outras alternativas", afirmou.

03 julho 2014

Procurador do MPF dá parecer favorável à cassação do prefeito de Paulista



Blog do Jamildo


 Sem alarde, o procurador regional eleitoral João Bosco Araújo Fontes Júnior concedeu, nesta quarta-feira (2), enviou ao TRE um parecer parcialmente favorável a um pedido de inelegibilidade e cassação do prefeito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), e do seu vice, Jorge Carreiro (PC do B). A ação foi movida pela coligação encabeçada por Sérgio Leite (PT), denunciando abuso do poder econômico na campanha para o cargo em 2012. O caso ainda será julgado pelo TRE. O recurso foi apresentado porque em primeira instância a Justiça não acatou o pedido da coligação do PT contra o PSB. Em resposta, o coordenador jurídico da campanha de Júnior Matuto, Francisco Padilha afirmou que o prefeito está tranquilo mesmo após a emissão do documento. “O parecer do procurador é apenas uma opinião pessoal do procurador. Temos favoráveis à nossa tese o parecer do Ministério Público (do Estado) e a sentença em primeira instância, todos dois dizendo que as provas juntadas nos autos não comprovam abuso de poder econômico nas eleições”, alegou. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral diz que, em 2011, Júnior Matuto distribuiu brindes e presentes no Natal Solidário. Para a coligação adversária, o objetivo foi captar votos para a candidatura à prefeitura. A prova apresentada foi uma matéria publicada em jornal local intitulada pré-candidato investe em Papai Noel, que apontava a distribuição de 12 mil brindes. No entanto, a juíza Anna Regina Lemos Robalinho de Barros e o MPPE entenderam que “matérias jornalísticas, isoladamente, não constituem prova suficiente para uma condenação.” De acordo com a denúncia, também houve a doação de frutas na Associação de Moradores do Conjunto Praia do Janga com panfletos do candidato e por uma ficha cadastral. Os petistas e seus aliados apontaram ainda a utilização dos postes de iluminação pública para a campanha da PE-22 na campanha. Segundo a coligação, as luminárias receberam o número 40. A denúncia de abuso do poder econômico inclui, segundo eles, o sobrevoou de um avião sobre as praias de Paulista para exibir uma faixa com o nome e número de Júnior Matuto. A inauguração de obras públicas da gestão anterior, do prefeito Yves Ribeiro (PSB), com shows na presença de Júnior Matuto, candidato na época. De acordo com a ação, houve uma festa em parque aquático em Maria Farinha, em que não foi cobrada entrada e bebidas eram vendidas por R$ 1, o que gerou multa de R$ 15 mil por ter sido considerado showmício, evento proibido pela Justiça Eleitoral.

Jovem morre após ser alvejado a tiros no bairro São Miguel

Foto: Facebook
Mais um homicídio foi registrado em Santa Cruz do Capibaribe, o fato ocorreu na noite desta quarta-feira (02), no Bairro São Miguel.

Segundo informações, a vítima identificada por Geovane Pereira da Silva, 20 anos, conhecido por “Bolinho”, estava bebendo em um espetinho, quando um veículo Golf de cor preta se aproximou e disparou por diversas vezes contra a vítima, o mesmo foi atingido por cinco disparos de arma de fogo, sendo quatro nas costas e um no peito. A vitima não tinha passagem pela polícia.

Uma unidade Samu foi ao local, chegando a socorrer a vítima que já chegou sem vida no Hospital Raymundo Francelino Aragão. O corpo da vitima foi encaminhado para o IML em Caruaru. Já a polícia investiga mais esse crime de morte ocorrido na Capital da Moda.