Diferentemente
do Ipespe, que apontou uma dianteira de 10 pontos percentuais para o
candidato do PSB, a pesquisa do Ibope para governador divulgada ontem
pela TV-Globo mostra um cenário de empate técnico entre Paulo Câmara
(PSB) e Armando Monteiro (PTB). O socialista aparece com 39% contra 35%
do trabalhista.
O
Ibope surpreendeu muita gente, porque não confirmou a tendência de
distanciamento de Câmara para Armando. Candidato da oposição, Armando
cresceu três pontos e continua no páreo. O que está ocorrendo de
novidade no cenário estadual? Um dado é inquestionável: a onda Marina
era uma bolha.
Dilma
colocou pelo Ibope nove pontos de dianteira em cima de Marina no
primeiro turno e no segundo turno já está, numericamente, à frente da
socialista – 43% a 42%. Marina já chegou a colocar sete pontos de
vantagem no segundo turno, mas acabou recuando em todos os levantamentos
graças ao bombardeio na propaganda eleitoral.
A
reação de Armando, portanto, pode estar associada ao casamento da
eleição nacional com a estadual e se Dilma continuar crescendo, como
apontam todos os levantamentos, naturalmente tende a se beneficiar. No
Rio, o candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão, passou Garotinho, o
favorito.
Embora
o PT tenha candidato no Rio, o senador Lindberg Farias, este não cresce
na onda Dilma. Ali, como o PMDB tem uma aliança nacional com Dilma, a
associação do eleitor com a presidente Dilma é feita com Pezão. Em
Minas, o candidato do PT, Fernando Pimentel, chegou a 44% das intenções
de voto contra 25% de Pimenta da Veiga, o candidato de Aécio.
Não
há, portanto, em nenhum grande colégio eleitoral um candidato associado
à Marina que esteja lucrando com a vinculação à sua imagem. Em São
Paulo, o governador tucano Geraldo Alckmin tem como vice um socialista,
mas a confirmação de sua reeleição em primeiro turno é mérito próprio,
longe de qualquer vinculação à Marina.
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