Do Diário do Comércio
Êxodo: mais de 130 mil curdos sírios que fogem do avanço dos militantes do Estado Islâmico atravessaram a fronteira da Síria com a Turquia nos últimos quatro dias. / Reuters - 20/09/14
Em nova gravação de áudio divulgada no domingo, o Estado Islâmico (EI) afirmou que os militantes estão prontos para enfrentar a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e convocou muçulmanos de todo o mundo a matar cidadãos dos EUA, França e de outros países que se juntarem à luta contra o grupo extremista.
Na gravação de cerca de 42 minutos, o porta-voz do EI, Abu Mohammed Al-Adnani, garante que a coalizão não será capaz de derrotar os militantes e pede que os homens "que temem a Deus" matem os infiéis dos países que lutam contra o EI. O porta-voz pede que policiais, agentes de inteligência e até civis sejam assassinados, afirmando que tais mortes contam com o apoio de Alá.
"Mate os infiéis norte-americanos e europeus - principalmente os franceses, rancorosos e imundos. Mate australianos, canadenses, ou qualquer outro infiel, incluindo os cidadãos das nações que se juntarem à coalizão contra o Estado Islâmico", disse.
Os EUA estão formando uma coalizão de cerca de 40 países para combater o grupo radical sunita, o qual tomou grandes faixas de território no Iraque e na Síria e proclamou um califado no coração do Oriente Médio.
Aviões de guerra dos Estados Unidos e França bombardearam alvos do EI no Iraque, e, no domingo, os EUA disseram que outros países haviam indicado disposição para se unirem aos esforços, caso a coalizão prossiga contra alvos na Síria também.
Al-Adnani disse que a intervenção militar pela coalizão liderada pelos EUA seria a “campanha final dos cruzados”. Em seu pronunciamento, ele zombou de líderes ocidentais por estarem aprofundando o engajamento militar na região, e disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, estava repetindo os erros de seu antecessor, George W. Bush.
“Se você combatê-lo (o Estado Islâmico), ele se torna mais forte e resistente. Se você deixá-lo quieto, ele cresce e se expande. Se Obama prometeu a você derrotar o Estado Islâmico, então Bush também mentiu antes dele”, advertiu.
Dirigindo-se a Obama, o porta-voz acrescentou: “Mula dos judeus, você disse hoje que a América não seria atraída novamente para uma guerra em solo. Não, ela será atraída e arrastada novamente. Isso acontecerá no solo e levará à sua morte e destruição.”
Obama, que passou grande parte de seu mandato tirando os EUA do Iraque após uma custosa ocupação desde 2003, descartou enviar uma missão de combate para lutar contra os extremistas.
Paris - Por sua vez, a França disse ontem estar "preparada para responder à ameaça terrorista". Ontem, o país aumentou o nível de ameaça em 30 de suas embaixadas no Oriente Médio e na África.
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, declarou que Paris "não tem medo" e não cederá à "armadilha dos terroristas".
A França afirmou que manterá sua participação na coalizão mesmo após a tomada de um refém francês na Argélia por um grupo ligado ao EI.
Os Soldados do Califado divulgaram um vídeo ontem ameaçando matar em 24 horas o guia francês Hervé Gourdel se o governo francês não interromper sua intervenção no Iraque.
Gourdel, de 55 anos, da cidade de Nice, foi sequestrado no vilarejo de Ait Ouabane, quando viajava em um veículo com alguns argelinos, informou a agência estatal argelina APS.
Mais tarde, o governo francês confirmou a autenticidade das imagens. "Faremos tudo que pudermos para libertar os reféns", afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, a jornalistas. "Mas um grupo terrorista não pode mudar a posição da França."
Na gravação de cerca de 42 minutos, o porta-voz do EI, Abu Mohammed Al-Adnani, garante que a coalizão não será capaz de derrotar os militantes e pede que os homens "que temem a Deus" matem os infiéis dos países que lutam contra o EI. O porta-voz pede que policiais, agentes de inteligência e até civis sejam assassinados, afirmando que tais mortes contam com o apoio de Alá.
"Mate os infiéis norte-americanos e europeus - principalmente os franceses, rancorosos e imundos. Mate australianos, canadenses, ou qualquer outro infiel, incluindo os cidadãos das nações que se juntarem à coalizão contra o Estado Islâmico", disse.
Os EUA estão formando uma coalizão de cerca de 40 países para combater o grupo radical sunita, o qual tomou grandes faixas de território no Iraque e na Síria e proclamou um califado no coração do Oriente Médio.
Aviões de guerra dos Estados Unidos e França bombardearam alvos do EI no Iraque, e, no domingo, os EUA disseram que outros países haviam indicado disposição para se unirem aos esforços, caso a coalizão prossiga contra alvos na Síria também.
Al-Adnani disse que a intervenção militar pela coalizão liderada pelos EUA seria a “campanha final dos cruzados”. Em seu pronunciamento, ele zombou de líderes ocidentais por estarem aprofundando o engajamento militar na região, e disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, estava repetindo os erros de seu antecessor, George W. Bush.
“Se você combatê-lo (o Estado Islâmico), ele se torna mais forte e resistente. Se você deixá-lo quieto, ele cresce e se expande. Se Obama prometeu a você derrotar o Estado Islâmico, então Bush também mentiu antes dele”, advertiu.
Dirigindo-se a Obama, o porta-voz acrescentou: “Mula dos judeus, você disse hoje que a América não seria atraída novamente para uma guerra em solo. Não, ela será atraída e arrastada novamente. Isso acontecerá no solo e levará à sua morte e destruição.”
Obama, que passou grande parte de seu mandato tirando os EUA do Iraque após uma custosa ocupação desde 2003, descartou enviar uma missão de combate para lutar contra os extremistas.
Paris - Por sua vez, a França disse ontem estar "preparada para responder à ameaça terrorista". Ontem, o país aumentou o nível de ameaça em 30 de suas embaixadas no Oriente Médio e na África.
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, declarou que Paris "não tem medo" e não cederá à "armadilha dos terroristas".
A França afirmou que manterá sua participação na coalizão mesmo após a tomada de um refém francês na Argélia por um grupo ligado ao EI.
Os Soldados do Califado divulgaram um vídeo ontem ameaçando matar em 24 horas o guia francês Hervé Gourdel se o governo francês não interromper sua intervenção no Iraque.
Gourdel, de 55 anos, da cidade de Nice, foi sequestrado no vilarejo de Ait Ouabane, quando viajava em um veículo com alguns argelinos, informou a agência estatal argelina APS.
Mais tarde, o governo francês confirmou a autenticidade das imagens. "Faremos tudo que pudermos para libertar os reféns", afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, a jornalistas. "Mas um grupo terrorista não pode mudar a posição da França."
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