Do Blog do Magno Martins
O Globo - Editorial
A primeira vítima numa
campanha eleitoral é a verdade. A sentença, como toda frase feita, é
arbitrária. Mas serve para resumir o teor de ataques petistas a Marina
Silva (PSB), a maior ameaça, até agora, ao projeto de reeleição da
presidente Dilma Rousseff.
Diante do escasso efeito,
porém, a agressiva estratégia seria revista. Também porque surgiram
sinais na última pesquisa Ibope-Rede Globo de que as distorções
maniqueístas de filmetes produzidos para “desconstruir” Marina estariam
prejudicando a própria Dilma. Um tiro pela culatra.
A candidata-presidente,
então, tenderia a ser mais propositiva. Se assim for, ganharão os
eleitores. Dilma já tem feito a defesa de políticas e programas
isolados, enquanto dá balanços positivos de atos do governo.
Ao tratar, por exemplo, do
Supersimples — desburocratiza a vida do pequeno empreendedor e
estabelece uma carga tributária leve sobre ele —, a candidata se
compromete a criar uma “rampa” tributária, a fim de o pequeno empresário
não ser punido se crescer. É boa iniciativa.
Mas o que se quer saber
mesmo são questões macroeconômicas, da própria filosofia de condução do
país por Dilma: insistirá no intervencionismo? O Banco Central
continuará uma espécie de sucursal do Planalto? Vai combater como
preciso a inflação, ou a elevada taxa de 6,5% anuais foi mesmo
convertida em centro da meta?
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