Do BR247
Candidato tucano encurta distância que o separa de
Marina Silva nas pesquisas; no Datafolha, diferença que era de 20
pontos no levantamento anterior diminuiu ontem para 13; no Ibope,
distância caiu de 16 pontos, dez dias atrás, para 11 nesta semana;
comando de Aécio Neves trabalha com projeção de que senador tucano já
está a oito posições de adversária do PSB; aposta é em situação de
empate técnico e vantagem sobre ela na entrada da reta final da eleição;
16 dias para a bandeirada das urnas de 5 de outubro
247 – O candidato Aécio Neves, do PSDB, já se
percebe despontando no retrovisor eleitoral da adversária Marina Silva,
do PSB. Nos levantamentos dos dois maiores institutos de pesquisas, o
Datafolha e o Ibope, o ex-governador mineiro se mostrou capaz de
recuperar pontos perdidos e, melhor ainda, encurtar as distâncias que o
separam de Marina.
Nos dois últimos Datafolha, divulgados num espaço de 10 dias, Aécio
marcou, respectivamente, 14% e, na rodada divulgada ontem, 17% de
intenções de voto. Ele reduziu, com essa performance, uma diferença que
era de 20 pontos percentuais a favor de Marina para 13. No Ibope,
confirmando a tendência de aceleração do mineiro para a perda de força
da ex-senadora acreana, o tucano tirou cinco pontos, agora marcando 19%
contra 30% da adversária.
No comando da campanha de Aécio, as curvas das pesquisas já são
vistas como tendências de crescimento do candidato e desaceleração da
adversária. Trabalha-se, entre os estrategistas tucanos, com uma
distância, neste momento, inferior a dez pontos porcentuais. Nas contas
mais ousadas, acredita-se que Aécio já pode aparecer, em razão da
velocidade e extensão das mudanças verificadas até aqui, em situação e
empate técnico com Marina na próxima. É o mesmo que dizer que o
ex-governador estaria em situação de igualdade com ela a sete dias do
pleito. Ou seja, na entrada da reta final para a bandeirada de 5 de
outubro.
A estratégia do time tucano é manter a dupla frente de ataque, com
Aécio e seus homens de frente alternando críticas à presidente Dilma
Rousseff, para manter em alta o anti-petismo que lhes é de direito, mas
também sobre Marina. Contra a pilota do PSB, a abordagem continuará
sendo feita em tom crescente, mas sem radicalização agora. Na observação
das constantes idas e vindas de Marina em questão de seu programa de
governo e pronunciamentos dela própria ou de aliados, os tucanos
concluíram que, quanto mais ela se sentir acuada por Dilma, mais Marina
irá se atrapalhar. Aécio não precisará ser, ele mesmo, o algoz da
ex-ministra, procurando se beneficiar, assim, da simpatia da torcida
dela na segunda volta.
Pessoalmente, Aécio é o retrato em carne e osso da empolgação. Seu
recuo estratégico para se fortelecer em Minas Gerais, seu berço
político, foi considerado sucesso absoluto. De quebra, boas notícias
chegaram dos Estados do Sul, especialmente Santa Catarina e Paraná, onde
ele teria alcançado a liderança nas sondagens feitas pelo PSDB. Com a
sorte de contar com o governador tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo,
numa posição de liderança confortável, o senador mineiro aposta que, com
um vento eleitoral um pouco melhor na região Nordeste, conseguirá o
impulso que falta para fazer seu carro não apenas crescer no espelhinho
de Marina, mas também para ultrapassá-la. O melhor combustível que ele
dispõe para essa acelerada é o chamado voto útil, com o qual os tucanos
esperam retomar de Marina a marca de quem tem melhores chances de vencer
o PT.
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