O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que está na
disputa pela reeleição, subiu na última quinta feira no altar da Igreja
El Shaddai, associada ao Ministério Internacional da Restauração, onde
pediu oração dos pastores presentes e defendeu a manutenção das
parcerias entre o governo e instituições mantidas por igrejas no
trabalho de reabilitação de dependentes químicos.
Em busca de apoio do eleitorado evangélico, o candidato discursou na
igreja para uma plateia de 400 pastores. Durante seu discurso, Alckmin
falou a favor dos princípios cristão e da defesa da família. Defendendo a
importância do trabalho feito por igrejas evangélicas no tratamento de
dependentes químicos, o candidato ainda classificou o consumo de crack
como uma epidemia nacional.
- Eu vim pedir as orações de vocês. Nós somos parceiros e iremos
trabalhar juntos no trabalho social das igrejas, procurando apoiar quem
mais precisa – garantiu o candidato, durante seu discurso.
A afirmação de Alckmin em defesa das parcerias do estado com igrejas
atende uma das principais reinvindicações das lideranças evangélicas
nessas eleições.
O candidato manteve um tom religioso em seu discurso aos pastores, e
afirmou que “não há nada mais importante, mais bonito, na vida que
evangelizar a levar a palavra de Deus às pessoas”. Ele defendeu ainda a
unidade familiar como a “primeira célula da nação”.
- Eu vim aqui para agradecer: quanto mais vocês trabalharem e levarem
sua mensagem, melhor para São Paulo e para o Brasil – destacou Geraldo
Alckmin, sendo respondido com aplausos e gritos de “Aleluia” pelos
pastores.
A presença do candidato no encontro com os pastores não foi divulgada
pela coordenação de sua campanha nem pela assessoria de imprensa do
governo. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o partido justificou o
sigilo afirmando que a agenda do candidato com líderes religiosos não
são divulgadas para que não atrapalhe os cultos e não cause atrito com
igrejas que ainda não receberam a visita de Alckmin.
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