09 novembro 2014

Santa Cruz do Capibarine e a nova escalada da violência



 
A segurança pública volta a ser tema de reunião da câmara de vereadores de Santa Cruz do Capibaribe. Santa Cruz do Capibaribe é atípica, pois atrai pessoas não só para comprar, vender, trabalhar em outras áreas fora da sulanca, como também para roubar, furtar, dar golpe, traficar, dentre outras modalidades de crime. Não adianta ficar se reunindo só quando a criminalidade aumenta, porque serão tomadas atitudes e ações para frear as consequências e não as causas. Hoje, muitos crimes são cometidos ´por menores e se o Estado não intervir na área social investindo em ações educacionais, esportivas, profissionais, artísticas e culturais, com certeza, o que chamamos de capital social negativo irá aumentar. A criminalidade não é só uma questão de repressão, repressão só gera resultados a curto prazo e depois os índices voltam a subir. A causa tem que ser atacada. Não se pode querer conter a violência em Santa Cruz do Capibaribe sem chamar São Domingos à responsabilidade, ou seja, Brejo da Madre de Deus tem que participar ativamente do processo, pois o tráfico entre ambos tem uma certa ligação e é a causa da maior parte das mortes. Se não houver interação entre o executivo municipal, estadual, ministério público e judiciário, todo plano de combate à violência será fadado ao fracasso. As secretarias de ação social, Educação, Esportes, Cultura, tem que ter participação ativa. Se o Estado não entrar nas comunidades com ações o tráfico entrará. Por isso tem que ser pensado um plano com resultados gradativos e progressivos. Gestão em violência é aumento da inteligência e diminuição da truculência. A participação da sociedade também é fundamental em qualquer plano de combate à diminuição da violência. Se não racionalizarem as ações de forma planejada sempre haverá muitas reuniões e poucos resultados.

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