A
família do copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, 44 anos, uma das
vítimas do acidente aéreo que matou no ano passado o ex-governador de
Pernambuco e então candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos,
contestou hoje, a conclusão da Aeronáutica sobre a tragédia ocorrida em Santos.
Conforme divulgou o jornal O Estado de S.Paulo,
as investigações do órgão concluíram que o acidente foi causado por
falhas do piloto da aeronave, Marcos Martins, colega de Geraldo Magela.
Familiares do copiloto, que moram em Governador Valadares, região leste
de Minas Gerais, acusam a Aeronáutica de criar um “bode expiatório”.
O
irmão mais velho do copiloto, Eduardo Cunha, 50 anos, sustenta a
afirmação de que a Aeronáutica estaria buscando “culpados” pelo acidente
em função da experiência dos pilotos. A própria Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) confirma que ambos possuíam mais de 1.500 horas de
voo registradas.
“Responsabilizar
os pilotos é um absurdo. Ninguém coloca um Cessna daquele modelo nas
mãos de pilotos inexperientes. Todo mundo sabe que o Marcos Martins,
inclusive, era conhecido por pousar aviões em condições difíceis”,
disse.
Cunha
também rechaçou qualquer possibilidade de desentendimentos entre Marcos
Cunha e o irmão. Segundo ele, os dois tinham boa relação profissional e
fora do trabalho também.
“Chegaram
a dizer que os dois vinham se desentendendo. Isso é outro absurdo.
Nunca vimos ele reclamar do Marcos. Pelo contrário. Dizia que ele era um
grande piloto, que dominava o que fazia”, afirmou o irmão do copiloto,
ressaltando que só a fabricante da aeronave e a do motor poderão dar
dados mais concretos sobre as causas do acidente. “Antes disso, é tudo
especulação”, concluiu.
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