do Luís Nassif
Janio de Freitas
Aí estão os dias finais de uma campanha feia. Antecipada por Eduardo
Campos e Aécio Neves, que em maio já tinham atitudes eleitoreiras, nos
cinco meses até agora não deixou nem um só instante de brilho pessoal ou
de criatividade política. Não é menos notável que, em se tratando de
candidaturas à Presidência, também não aparecesse nem uma só proposta
capaz de distinguir-se do que tem composto o palavrório trocado entre
oposições e governos.
Em compensação, não faltou grossura. Desde sua queda na pesquisa
anterior à de agora, Marina Silva consumiu muito das oportunidades de
atração eleitoral com o discurso de vítima na campanha baseada em
ataques. É claro que algum efeito o tiroteio político sempre produz, em
quem é alvo e no atirador. Mas ninguém sai desta campanha na condição de
devedor de ataques aos adversários diretos. E daí vem uma ameaça às
eleições futuras.
Vê-se que o fracasso da agressividade de José Serra, na disputa com
Lula, não serviu de ensinamento aos políticos que os sucedem em
confrontos iguais. E com os mais afortunados marqueteiros parece ter
ocorrido o mesmo, sendo que, no seu caso, também nada aprenderam com o
mestre marqueteiro, Duda Mendonça, e o seu Lula cativante e proponente.
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