12 agosto 2014

Vísceras Corporativas do Brasil



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A boca do povo fala em “Custo Brasil”. Os intelectuais burocratas e seus signatários falam em desburocratizar o sistema. Poucos percebem ou conseguem entender que esse sistema de “fiscalização” adotado não funciona. Pode dobrar, triplicar o número de fiscais que não resolverá nada. Assim como pode crescer de forma exponencial o salário dos fiscais que não se resolverá nada. O problema, o âmago que penetra no coração da democracia (brasileira) é o Corporativismo. Um vício feio. Um vício que nos torna mais do mesmo. Em que as instituições “brigam” para manter seu poder em conservar seu status quo. Entretanto o que é esse “corporativismo”? Que bicho é esse que ninguém entende, e todos alimentam. Que ninguém quer ser pai, entretanto todos dão abrigo?
 O corporativismo é praticado em todas as instituições do país. A começar pelo lapide da moral, a Justiça. No entanto ela escorrega pro parlamento, depois pro executivo, depois, vai indo e se alastrando, entre os militares, instituições de ensino, etc. O que é o corporativismo? É simplesmente o fato da democracia ser fechada ao julgamento da atos contra ou lesivos ao patrimônio público e serviço público pelos próprios pares, como exemplo. Acontece assim, se um militar comete um crime é julgado pelo tribunal militar. Se um parlamentar é corrupto é julgado pelos próprio parlamento. E o caso mais emblemático, se um juiz comete um desvio é julgado por outros juízes e aposentado compulsoriamente.
 O amigo leitor, me perguntaria, mas que mal tem nisso? Hora, o mal do vício de origem. O julgamento já se inicia viciado por se tratar de alguém da mesma profissão, alguém que vemos como semelhante. Além dos vínculos afetivos e entre outros, que podem ocorrer no decorrer da profissão. Em uma democracia madura e esclarecida esta prática seria inadmissível. Entretanto, aqui é o Brasil. E aqui, quase tudo é possível. Casos hilários e engraçado de como o corporativismo é nocivo a democracia, e na minha opinião, o principal percussor da corrupção. Então conselho de medicina julga os médicos, o conselho de engenheiros julgar os engenheiros, ou seja, o segmento julgar a si, prevalecerá a regra da exceção. Ou melhor, do jeitinho amigo. Do fica tudo em casa. E preciso rever essa lógica. É preciso abrir as portas da democracia para a população civil organizada. E preciso construir mecanismos isentos de fiscalização e julgamento. Métodos e ferramentas de avaliação permanente interna e externa do que é de interesse e uso público. E preciso superar esse vício feio e deletério do corporativismo e do nepotismo.

 Enquanto isso não acontece (e vai demorar), vamos assistir esses circo que já perdeu a graça, sentados em cima do próprio Rabo!

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