12 agosto 2014

Perspectivas iniciais das Eleições 2014



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As perspectivas iniciais são Zero. Tudo vai continuar como está, ou como, também possível acontecer, a tendência é piorar. Os três candidatos “aparelhados” e coniventes com grande capital financeiro, como é de se esperar, são os que despontam nas pesquisa. Uma breve avaliação nas “propostas” dos três, e muitas vezes não se sabe se está lendo o programa de candidato X, Y ou Z. Inclusive nas propostas dos dois candidatos da “oposição”, encontra-se várias vezes a palavra “Criar”. Feito poesia. Coitada dela, se não há tivessem matado a Política teria alguma chance. Infelizmente não tem. Nas propostas da “oposição” (eles) vão criar diversas projetos e programas que já existem. Como exemplo, instrumentos para articular, incentivar, fomentar e apoiar a agricultura orgânica e a agroecologia. Nesta ótica penso eu que, ou estão “jogando pra torcida”, ou “agindo de má fé com ao leigo eleitor”. Aqui seria um típico exemplo, do nosso querido José Sarney, em um dos seus artigos este ano, onde afirma que sempre foi a favor da Reforma Agrária. Que não cabe aqui discutir se a favor e se contra, a pergunta que qualquer jornalista descente faria é: -“E por que o Senhor como Presidente da República e Três vezes Presidente do Senado, não comprou esta briga? Ou melhor, por que você não fez?”. A pergunta não é como incentivar a Reforma Agraria, Agricultura Familiar e a Agroecologia (agricultura orgânica). Isso não. Quero saber como vão conseguir romper com as empresas multinacionais que financiam Agricultura Empresarial? São antagônicos, e lamber ao afagar os cabelos do outro é apenas “jogar pra torcida”. Para este proposito, seria necessário confrontar todo modelo montado com a Divisão Internacional do Trabalho, ou, para ser mais real, discutir a sério os efeitos da Lei Kandir. Sinto, mais nosso país não está preparado para tal embate Ideológico.Viajando um pouco mais, vesse contradições históricas, pois os principais programas que foram “esculhambados” pela “oposição”, estão presentes nas propostas oposicionistas, inclusive com “promessas” (sempre elas) de ampliação, como é o caso do Ciência Sem Fronteira. Até ontem era ruim, desperdício de dinheiro. Hoje tornou-se algo louvável a se ampliar, aos professores e pesquisadores. Será mesmo? Seria como a “chapeuzinho vermelho” cair no conto do lobo mal duas vezes. E dentro desta perspectiva existem inúmeros outros pontos em comum entre os “diferentes” “Projetos de Brasil”. Ou melhor, em síntese, em suma. O que será feito é o que é permitido, o que está em disputa não é o que fazer, e sim, e simplesmente, quem vai fazer. Uma disputa meramente superficial e pelo “Poder”.Entretanto não vou aqui me ater, e desperdiçar o meu tempo, com preceitos morais e éticos, em um tempo em que o Mercado dominou todos os Valores da sociedade. Tudo é uma mera questão de valor de troca ou “marquetingue”. O que se esperar da Política então? O que esperar do Mundo e do Brasil? Esperem o pior. O estado laico é cada dia mais uma Utopia. Cada vez mais as estruturas religiosas se empossam das “ferramentas” democrática. Não duvidem que a “bancada religiosa” se equipare em números de parlamentares (no masculino mesmo) ao da “bancada ruralista”. O números de candidatos indicam para esta tendência.Da mesma forma, pouca esperança pode ser creditada as outras representatividades. Não esperem um congresso com maior número de negros, de empregados, de estudantes, de professores, de servidores públicos, de catadores de lixo. Muito pelo contrário, a tendência é que se mantenha a “hegemonia” do capital financeiro. O que empobrece e muito nosso Congresso. (Pensando bem, nem tão nosso assim, ou Nada). Mesmo assim, não tenho grandes esperanças. Afinal, as regras do jogo estão na mesa, e dentro destas regras é impossível participar. Agora o capital poderia ter, ao menos, melhor gosto. Ser menos machista.

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