A nossa
reportagem, em visita a base do SAMU de Santa Cruz do Capibaribe, presenciou um
amontoado de material médico-hospitalar dentro de um banheiro, sujeitos a
contaminação.
Esse tipo
de material guardado dessa forma, poderá causar sérios riscos à vida de
pacientes que venham utilizá-los.
Dentre
esses materiais encontram-se; Cadeiras de rodas, macas infláveis e aspiradores,
além de material eletrônico usado para monitoramento de pacientes graves, bem
como de verificação de pressão. Encontramos também, jogados no chão; dois
respiradores para pacientes entubados, um desfibrilador externo automático e um
cardioversor.
Esses
equipamentos, que foram adquiridos através do Ministério da Saúde, e que
poderiam estar sendo usados para salvar vidas, estão irresponsavelmente jogados
no chão de um banheiro.
Apuramos
ainda, que há uma motolância (moto ambulância) que nunca foi usada, e que está
se acabando com o tempo e a poeira, além de está faltando algumas de suas
peças. Nas dependências da base, existem duas ambulâncias quebradas.
Essas
duas ambulâncias, ao invés de está se acabando no tempo, não poderiam estar
sendo usadas em favor da população?
Fica aqui
a sugestão, uma delas como suporte do SAMU, e a outra poderia ser doada para o
Hospital Municipal para ser usada como uma UTI Móvel, já que o Desfibrilador e
o Respirador e vários outros materiais se encontram jogados e se estragando no
chão de um banheiro correndo o risco de contaminação.
Enquanto
isso, a população de Santa Cruz do Capibaribe tem que se submeter a ser
transferida em viaturas que às vezes não tem se quer o oxigênio.
Outro
fato gravíssimo, que chamou a atenção foi o de que uma das ambulâncias do SAMU
que está em atividade, sai para ocorrências sem o material adequado que pode
salvar vidas, uma vez que, o desfibrilador não estar em uso por falta de uma
peça que é para ser descartável e para ter outras peças na reserva, este
equipamento é fundamental para salvar a vida de pacientes em parada
cardio respiratória, pois esse equipamento serve para dar um choque no coração
do paciente.
Se a ambulância tivesse com esse
equipamento, no dia 30 de setembro desse ano, poderia ter salvado a vida da
Senhora Florentina Joaquina da Conceição, que teve uma parada cardíaca, o SAMU
foi acionado, mas não tinha o equipamento necessário para a ocorrência, tendo
que solicitar a outra ambulância com o médico e o material adequado para a
situação, como o caso era grave e levou muito tempo para que isso acontecesse,
a Senhora não resistiu e foi a óbito.
Faz-se necessário que o poder público
municipal tome providência em caráter de urgência, para que outros casos,
iguais ou semelhantes a esse, não venha acontecer, e outras vidas que poderiam
ser salvas, sejam perdidas por conta do descaso em que se encontra na unidade
do SAMU, ou pela incompetência de quem o coordena, que é quem deveria ter
tomado providência.


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