30 maio 2016

Vídeo de vítima de tráfico humano fazendo sexo com colegas em escola choca EUA

Câmeras flagraram ao menos 25 rapazes entrando no local; adolescente não teria tido condições de consentir com o ato

BBC, via Portal IG


Enquanto o estupro coletivo de uma menina de 16 anos no Rio consterna o Brasil, um caso envolvendo uma adolescente de 15 anos vem chocando os Estados Unidos.

Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram a garota mantendo relações sexuais com outros estudantes no banheiro da South Fort Myers High School, em Fort Myers, na Flórida. Imagens de câmeras de segurança registraram ao menos 25 jovens entrando no local no momento do incidente, ocorrido no último dia 17.

Após comentários julgando a garota, família revelou que ela era vítima de abuso
A história motivou vários comentários na internet, a maioria deles julgando o comportamento da garota. Até que, na última quarta-feira, uma amiga da família revelou, em entrevista à rede de TV americana NBC, que a menina era, até recentemente, vítima de tráfico humano e abuso sexual.

"Ela não estava preparada para ter uma decisão estável e racional naquela situação", afirmou Megan Estrem, fundadora da ONG Be the Light ("Seja a luz", em tradução literal).

"Tráfico sexual é uma experiência muito traumatizante", acrescentou. "O que é perturbador é que esse tipo de comportamento não é incomum entre as vítimas."

Estrem concedeu a entrevista a pedido da mãe da garota, que, segundo a imprensa americana, estava revoltada com os comentários sobre a menina.

Segundo a ativista, a jovem ficou prisioneira de um traficante de pessoas dos 13 aos 15 anos. Após ser libertada, passou por uma série de terapias antes de ir para a escola, o que tinha acontecido havia apenas duas semanas antes do incidente.

A mãe da menina, que não quis aparecer, afirmou que ela foi até o banheiro com um garoto de quem estava a fim. Ele teria pedido para manter relações sexuais, e ela teria concordado. Em seguida, outros jovens começaram a entrar no local.


Estrem disse que a adolescente não teve relações sexuais com 25 rapazes, como tem sido divulgado: a maioria teria apenas assistido.

"Ela vivia em um ambiente no qual ela era ordenada a se comportar de uma certa forma, e havia sérias consequências se ela não o fizesse", contou a ativista à NBC.

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