Parada cardíaca cala torcedor mais chato do Brasil
Precisamente às 10h30 desta quinta-feira, as cortinas da vida e dos palcos do futebol, em especial dos jogos do Sport Clube do Recife, fecharam-se para Ivaldo Firmino dos Santos, 69. Vítima de uma parada cardíaca, o meio esportivo perde Zé do Rádio, denominado o torcedor mais chato do Brasil.
Sargento da reserva remunerada, pertencente as fileiras da Polícia Militar de Pernambuco e, denominado um dos torcedores símbolos do time da Ilha do Retiro, estava internado no Centro de Recuperação Cardiotorácica do Hospital Português. Na manhã de hoje, não resistiu a uma nova parada cardíaca e deixa ecoar um silêncio profundo nas arquibancadas das praças esportivas.
Casado com Deomyrza Barkokeba dos Santos, há 13 anos Ivaldo Firmino era transplantado cardíaco, diabético, hipertenso e portador de problemas renais crônicos. Tornou-se ícone popular em Pernambuco pela sua maneira irreverente de torcer, ficando nacionalmente conhecido em 2001 pela irreverência e o título. Figura ilustre, Zé pregava a paz nos estádios de futebol e era querido pelas torcidas rivais do estado.
A denominação foi dada num programa de TV, pelo ex-técnico Zagallo, por ficar com seu rádio enorme no volume máximo próximo ao técnico adversário. Em 2006, ele entrou no livro dos recordes, Guiness Book. Também virou "boneco gigante" no Carnaval pernambucano, desfilando pelas ruas de Recife e Olinda.
Zé do Rádio deixa saudades no seio da família (esposa, filhos, netos e amigos), entre policiais militares, além de uma lacuna irreparável nas arquibancadas, em particular, naquele lugarzinho que gostava de ficar, atrás do banco de reservas atanazando o treinador do time adversário com seu enorme rádio em alto volume.
Cel Antônio Francisco Pereira Neto
Comandante Geral
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