17 março 2015

Presidente da Câmara se nega a admitir a hipótese do impeachment de Dilma

Blog do Inaldo Sampaio

Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Ao ser sabatinado ontem à noite no programa “Roda Viva” da TV Cultura, o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou-se a admitir a hipótese de pôr em votação um dos requerimentos protocolados na Casa em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Ele disse que o Brasil não merece ser nivelado ao Paraguai, onde o então presidente da República, Fernando Lugo, foi afastado do cargo por um “golpe constitucional”.
“Não posso achar que o Brasil virou uma ‘republiqueta’ e que podemos tirar o presidente democraticamente eleito. O Brasil não pode fazer como o Paraguai, que tirou o Lugo do dia pra noite porque ele perdeu apoio. Vai ser um impeachment atrás do outro se isso acontecer”, declarou Eduardo Cunha.
Da banca de entrevistadores, quem mais o questionou sobre a possibilidade de “impichar” Dilma foi o jornalista e empresário João Dória Júnior, o mesmo que em 2006 liderou o movimento “Cansei” contra a reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Câmara declarou-se a favor da implantação do parlamentarismo em nosso país, mas evitou aprofundar o tema que poderia ser interpretado como “golpe” contra o mandato de Dilma Rousseff.

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