Carlos Siqueira, Paulo Câmara e Geraldo Julio vão compor a nova cúpula da legenda, Fernando Bezerra Coelho permanecerá no cargo que ocupa
Portal IG
Siqueira (à direita) vai substitutir Amaral (à
esquerda) | Foto: Chico
Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo
Um
clã pernambucano vai assumir o comando nacional do PSB. Por um
consenso, na próxima segunda-feira (13) quando acontece a eleição da
nova direção, a chapa encabeçada pelo atual secretário-geral do partido,
Carlos Siqueira, passará a administrar a sigla. Ele ocupará a
presidência, no lugar de Roberto Amaral, o governador de Pernambuco
eleito, Paulo Câmara, será o 1º vice-presidente, o prefeito do Recife,
Geraldo Julio, assume a vaga de Siqueira e o senador eleito, Fernando
Bezerra Coelho, permanece com a 3ª vice-presidência. A 2ª
vice-presidência vai ser preenchida pelo deputado Beto Albuquerque (RS),
ele foi vice na chapa que disputou a presidência da República, com
Marina Silva (PSB).
Contando com Siqueira, que é de Pernambuco, o estado ocupará quatro
vagas da cúpula nacional, voltando a ser protagonista na legenda dois
meses após o falecimento do ex-governador Eduardo Campos. A chapa também
exclui as chances de reeleição de Amaral, que se contrapôs ao
posicionamento do PSB para o segundo turno da disputa presidencial.
Essencialmente ligado ao PT, o presidente preferia que os socialistas
estivessem neutros na corrida pelo Palácio do Planalto e não subisse ao
palanque tucano, como foi preferido pela maioria. O posicionamento de
Amaral o enfraqueceu dentro do PSB.
A indicação de Siqueira para assumir a legenda também pode sinalizar
uma fissura entre o PSB e a ex-presidenciável Marina Silva, que se
abriga politicamente na sigla. Em agosto, ao passar de vice à candidata,
Marina e Siqueira foram protagonistas de um desconforto partidário. O
episódio fez com que o secretário-geral deixasse a coordenação nacional
da campanha à presidência do PSB, cargo ocupado a convite de Campos. Na
época, Siqueira chamou Marina de “grosseira” e disse que havia cortado
relações com a ambientalista.
Além dos pernambucanos
já citados, o governador João Lyra Neto vai asumir a secretário
especial, que é uma espécie de assessor do partido, e Milton Coelho
permanece como secretário especial.
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