08 outubro 2014

Marina fará parte do governo Aécio se der apoio ao tucano, segundo Goldman

Portal IG

Coordenador tucano em SP nega negociação de cargos e diz que maioria dos marinistas migrará naturalmente para Aécio

O coordenador de campanha de Aécio Neves (PSDB), Alberto Goldman, disse que a ex-senadora Marina Silva (PSB), que ficou em terceiro na eleição presidencial, poderá fazer parte de um eventual governo do tucano caso o apoie no segundo turno. Mas negou que haja negociação de cargos.
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"Nem ela vai reivindicar [cargos] nem nós vamos oferecer. Mas é natural, evidentemente, que as forças políticas que estiverem juntas vão governar juntas, é um processo natural. Como se fosse um regime parlamentarista", disse Goldman ao iG, nesta terça-feira (7).
PSDB/ DIVULGACAO
Alberto Goldman, coordenador de campanha de Aécio Neves (psdb) à presidência
Com 22,2 milhões de votos no primeiro turno - ante 34,9 milhões de Aécio e 43,3 milhões de Dilma Rousseff (PT) - Marina tem sido amplamente cortejada pelo tucano, que já admitiu mudar o seu programa para adequar ao dela.
Segundo Kennedy Alencar, blogueiro do iG, a candidata do PSB foi convidada para ser chanceler de um eventual novo governo do PSDB. No primeiro comício de segundo turno, nesta terça-feira (7), Aécio incorporou termos do programa de Marina, como "sustentabilidade" e "nova política".
Para Goldman, o apoio formal de Marina é "importante", mas a candidatura tucana prevê que boa parte dos eleitores da ex-senadora migrem naturalmente para Aécio.
"Ninguém tem o controle de rebanhos. Isso vale para qualquer líder político", diz. "O eleitor da Marina vai tomar a sua decisão. Como a grande maioria do eleitorado da mudança, a grande maioria do eleitorado da Marina virá para o Aécio. Agora, evidentemente que a presença da Marina, que é uma figura forte, ajuda a consolidar esse processo da transição de uma maioria dos votos dela."
Goldman minimizou a possibilidade de contradição entre o discurso de mudança de Aécio e o eventual apoio de alguém que construiu sua carreira política no PT - como o próprio senador argumentou na campanha.
"São questões que, em uma disputa eleitoral, viram quase que puramente táticas", disse. "O que o Aécio usou, colocou a lembrança de que ela era do PT, evidentemente é uma questão tática e eleitoral. E ela compreende isso. Tanto que está, me parece, disposta a caminhar no sentido de apoiar Aécio."

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