O
deputado Raimundo Pimentel, que ontem formalizou seu apoio ao candidato
do PTB, Armando Neto, não será o primeiro nem o último a mudar de lado.
Vem
mais adesões por aí. Primeiro, porque a coligação em torno de Paulo
Câmara (PSB) ficou maior do que se previa – 21 partidos – e não dá para
atender inteiramente demandas e interesses de tanta gente,
principalmente na disputa proporcional, o chamado chapão.
Haverá,
também, dissensões por outros motivos. Um caso bem singular é o da
vereadora Marília Arraes, também do PSB, prima do ex-governador Eduardo
Campos.
A
parlamentar bateu de frente com o cacique da Frente Popular, tendo se
posicionado contra a indicação de João Campos, filho de Eduardo, para o
comando da Juventude Socialista.
Marília
perdeu, consequentemente, todas as condições para disputar um mandato
na Câmara dos Deputados, não tem mais ambiente na Frente Popular e não
teria outro destino ao não ser fazer a travessia para o bloco
oposicionista.
Armando
conta, ainda, com uma outra adesão de peso: a do deputado estadual
Daniel Coelho. Candidato a prefeito do Recife nas eleições passadas,
Coelho quase provoca um segundo turno, passou à frente do petista
Humberto Costa e tem dito que não engoliu a ida do PSDB, o seu partido,
para o bloco da Frente Popular.
Por
isso mesmo, está decidido a reforçar o palanque de Armando, podendo
assumir um papel de destaque na coordenação de campanha no Recife e
Região Metropolitana.
Se
até 16 de agosto, quando começa o guia eleitoral na televisão e no
rádio, Armando continuar numa posição privilegiada nas pesquisas ante
Câmara certamente outros apoios virão, inclusive corre nos bastidores
uma provável revoada de prefeitos.
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