RUMO A 2014
Sem citar nomes, socialista mostra-se irritado com a cobrança para que o seu partido decida desde já se terá ou não candidatura, antecipando o debate eleitoral
ob os olhares do ministro da Integração
Fernando Bezerra Coelho, o governador Eduardo Campos resgatou o
discurso de unidade do PSB e também reivindicou o direito de a legenda
de conduzir o debate sobre a possibilidade de lançar uma candidatura
própria na eleição presidencial. Sem citar nomes, ele classificou como
truculenta a pressão exercida por algumas siglas para que o PSB decida,
desde já, a posição que adotará em 2014.
“Por que o PSB não tem o direito (de
discutir candidatura própria)? Por que temos que definir amanhã? Por que
essa truculência? Isso é um direito democrático. Podemos fazer esse
debate e, no momento em que o PSB entender ser correto, vamos consultar
os fóruns partidários e discutir”, disse Eduardo, demonstrando
irritação.
Indagado sobre as últimas manifestações
de Bezerra Coelho em favor do apoio do PSB à reeleição da presidente
Dilma Rousseff (PT), Eduardo tratou com naturalidade a divergência
interna. Disse que no momento certo o partido vai tomar uma posição e
todos seguirão. “Unidade não quer dizer que todo mundo está de acordo
sobre tudo. Existe no PSB quem defenda candidatura própria, quem defenda
ficar com Dilma e outras coisas também. Quando tirarmos uma posição
todos vão ficar juntos, os que ganharem e os que perderem”, disse, sob o
olhar silencioso de Bezerra.
Como exemplo de unidade partidária,
Eduardo citou a eleição de 2010, quando o PSB rifou a postulação do
ex-ministro Ciro Gomes para apoiar Dilma. No segundo turno, Ciro
coordenou a campanha da petista. Hoje, ao lado dos governadores Camilo
Capiberibe (AM) e Renato Casagrande (ES), ele integra o grupo dos
socialistas que defendem, publicamente, a manutenção do apoio à petista.
Eduardo, no entanto, minimizou o impacto
dessas dissidências. “Conheço o partido. Estou nele há mais de 20 anos.
Sei como ele funciona e como vai ser tranquilo esse processo. Falo com
essas pessoas diariamente”, afirmou. Novamente sem citar nomes, o
governador disse que a altivez do PSB no debate presidencial incomoda
algumas legendas. “Isso faz com que alguns queiram interferir na vida de
outros partidos. Não funcionamos assim. Aliás, rejeitamos essa
cultura”.
REUNIÃO - Eduardo
recebeu convocação para participar, amanhã, de uma reunião com a
ministra Gleisi Hoffman. Na pauta, o esquema de segurança dos Estados do
Nordeste que sediarão jogos da Copa das Confederações. Fonte JC ONLINE, Portal NE 10.
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