Muitas arestas ainda precisam ser aparadas para que a fusão entre o DEM e o PSL, decidida nesta quarta-feira, 6, nasça como uma força política uníssona em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. No caso do DEM, o diretório paulista tem uma agenda própria, alinhada com a do governador João Doria (PSDB), e não pretende mudar por causa dos planos dos demais dirigentes do novo partido, que se chamará União Brasil.
Segundo Leite, mesmo que o União Brasil acene para um apoio em São Paulo a uma candidatura de Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB e pode ir para o PSD de Gilberto Kassab, a bancada paulista da sigla vai fazer valer os acordos já firmados.
Entre os democratas de São Paulo, já havia ainda um plano de apresentar uma chapa completa em 2022, com a meta de eleição de oito deputados federais (hoje são cinco). Como os deputados do PSL serão inseridos nesse projeto, entretanto, ainda não está definido.
O presidente do diretório Paulista do PSL, Júnior Bozzella, disse que a posição de Leite é "legítima" e que ele "acha até bonito a lealdade" de Leite para com Garcia. "O Rodrigo foi do DEM por muitos anos e compõe o mesmo grupo que o Milton. É legítimo que ele (Leite) se posicione assim. Está sendo fiel à sua base política."
Entretanto, Bozzella afirma que o apoio a esse projeto ou a outro -- além de Alckmin, ele cita ainda a possibilidade de apoiar a candidatura de Arthur do Val (Patriota) ao Bandeirantes -- vai ser uma decisão nacional que ao menos os oriundos do PSL na nova sigla irão acatar. "São Paulo, como maior estado do país, precisa considerar o projeto de República que o partido irá propor".
Uma das questões práticas em aberto, que ainda será objeto de discussão, é como se dará a divisão no estado da verba dos fundos partidário e eleitoral entre as duas alas da nova legenda.
Fonte: Microsoftnews
Blog do Denizio Duarte

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