29 dezembro 2014

IMBASSAHY: "JOAQUIM LEVY ATESTA FRACASSO DE DILMA"


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BR 247 - O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), classificou como "atestado do fracasso de Dilma" a entrevista do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta segunda-feira. Para o tucano, a primeira grande entrevista do novo comandante da economia brasileira, publicada pelo jornal Valor, foi também um prenúncio do que o senador Aécio Neves chamou de "neoliberalismo petista".

"Vamos conhecer o neoliberalismo petista, que segundo a entrevista do futuro ministro é sinônimo de arrocho salarial, desemprego, tarifaço e serviços públicos deteriorados por cortes sem dó e nem piedade nos investimentos. Sem falar no retumbante fracasso da gestão econômica de Dilma, claramente reconhecido por Levy", disse Imbassahy.

"Depois de mentir durante a campanha, prometendo de pés juntos que não tomaria as medidas que seu banqueiro-ministro agora anuncia, a presidente Dilma enfim mostra a sua outra cara. Continua, todavia, defendendo uma estrutura irracional e perdulária com 39 ministérios e os utiliza para manter a prática nociva do 'toma lá dá cá', loteando cargos, sem observar critérios essenciais como competência e mérito. Tudo isso para agradar partidos políticos, prevalecendo apenas a preocupação de manter calada uma base aliada que já percebeu sua fraqueza e avança sem a menor cerimônia. O resultado do remédio do banqueiro será o empobrecimento e a piora na qualidade de vida dos brasileiros", completou o líder tucano.

Na entrevista, Joaquim Levy admite erros no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff ao fazer comparação com o governo norte-americano do ex-presidente Jorge W. Bush.

Imbassahy afirma que Levy chega a dizer que, embora não exista o risco imediato do Brasil repetir o colapso que em 2008 sacudiu os Estados Unidos com os equívocos do governo americano, a política econômica petista em muito lembra a praticada no governo Bush à época: "sustentação do crescimento baseada em desonerações tributárias e expansão do crédito garantida pelo Tesouro, expansão do crédito imobiliário fácil, coquetel que se se completava com o corte de impostos para agradar parcelas chaves do eleitorado e algum protecionismo".

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