19 outubro 2014

Marina negou-se a apoiar Alckmin mas foi a Belém apoiar Jatene

 Inaldo Sampaio

Alckmin participa da Comissão Especial sobre ICMS no Comércio Eletrônico
A ex-candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, deixa claro a cada dia que se passa que sua incoerência política e as contradições do seu discurso foram os motivos pelos quais ela ficou fora do segundo turno.
Em São Paulo, a ex-senadora se negou a avalizar a candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tinha o apoio do PSB.
Mas, no Pará, subiu num palanque ontem à noite para declarar apoio ao governador Simão Jatene (PSDB), muito mais atrasado politicamente do que o tucano paulista.
Dois dias antes, o ex-presidente Lula também esteve lá a fim de pedir votos para o peemedebista Hélder Barbalho.
Marina disse que apoia o tucano devido ao compromisso assumido por ele de reduzir o desmatamento na Amazônia.
Segundo ela, quando era ministra do Meio Ambiente Jatene foi um dos poucos governadores do país que apoiaram o seu plano de combate ao desmatamento na Amazônia.
“Jatene, eu estou aqui porque já nos encontramos muito tempo atrás e você já me ajudou. Com certeza perdendo popularidade e comprando brigas internas para ajudar a proteger a Amazônia”, afirmou a ex-senadora.
Ela afirmou também que tem “fé em Deus e no povo do Pará” de que Jatene irá se reeleger.
Ao lado de lideranças locais da Rede Sustentabilidade, partido que tenta fundar, e de políticos do PPS, PSB e Solidariedade, Marina falou ainda sobre seu apoio a Aécio Neves na corrida à Presidência.
“A Dilma já teve uma chance e não cumpriu com os compromissos que assumiu. Quem ainda não teve uma chance foi o candidato do PSDB. Ele se comprometeu em manter o Bolsa Família, se comprometeu em fazer demarcação de terras indígenas, se comprometeu com a agricultura familiar para que os pequenos tenham crédito e assistência técnica para produzir alimentos para o Brasil e se comprometeu com uma agenda para o bem do Brasil. Foi diante desse compromisso que eu declarei o meu apoio à candidatura dele”, afirmou a ex-candidata.
No primeiro turno, Barbalho obteve 49,88% dos votos, ante 48,48% de Jatene.

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