Do site Gnotícias
A Igreja Católica estaria considerando a possibilidade de acolher os homossexuais nas fileiras de seus seguidores, afirmou o arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes.
A afirmação do arcebispo católico foi feita ao jornal Zero Hora, numa entrevista em que Hummes disse que até um homossexual pode ser santo, não havendo impedimento para sua prática religiosa.
Ao comentar as possibilidades de mudança de visão da Igreja Católica sobre questões como celibato, divórcio, homossexualidade e ordenação de mulheres, dom Cláudio Hummes disse que os temas estão sendo estudados. “Foi enviado um grande questionário, e aí está uma outra novidade dele [papa Francisco], porque ele insistiu que esse questionário — que já foi respondido — também fosse entregue aos leigos. Em outubro, terá o sínodo extraordinário que vai tratar dessa questão”, pontuou o arcebispo.
Na entrevista, Hummes foi questionado se um casal gay, ao buscar uma paróquia para assistir às missas, poderá receber os sacramentos ou ser padrinho de uma criança. Em sua resposta, parafraseou Francisco: “’Se um homossexual busca Deus, quem sou eu para julgá-lo?’ A pessoa tem de ser respeitada. Se ela tem uma orientação homossexual, o que isso significa na vida dela? Ela, na verdade, tem de viver dignamente a sua vida. Nessa questão do batizado, não sei como os bispos estão aplicando isso, porque, em si, não tem nada a ver com isso, a não ser que fosse um pecador público, digamos assim, que fosse uma pessoa complicada nesse sentido. O padrinho é aquele que deve ajudar a educar religiosamente, e uma pessoa que tem uma orientação sexual poder ser um santo. Se ele vive o Evangelho, dentro das suas condições, ele pode ser um santo. Em tese, não tem nada contrário”, ponderou.
Sobre o prazo para mudanças nas questões acima, o arcebispo foi bastante claro: “A gente não deve ter pressa. É a Igreja quem tem que indicar o caminho e não a pessoa individual querer fazer reformas. Então, temos que ter paciência, mas o fato de que ele [Francisco] abriu essas portas mostra que a Igreja está querendo realmente ser mais positiva nessas questões”, observou.
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