02 agosto 2013

Filho de ex-secretário estadual trabalha na Ideia Digital, empresa investigada por fraude

Do Blog do Magno Martins

















O filho do ex-secretário estadual de Educação e de Ciência e Tecnologia, Anderson Gomes, é funcionário da Ideia Digital, empresa que firmou quatro contratos com as pastas já comandadas pelo pai. Os vínculos contratuais estabelecidos entre a empresa e o Governo de Pernambuco estão sob investigação do Ministério Publico e do Tribunal de Contas do Estado a pedido da Polícia Federal, que identificou fraudes e superfaturamento nos contratos da Ideia Digital com a Prefeitura de João Pessoa, em 2009, período em que foi comandada por Ricardo Coutinho (PSB), atual governador da Paraíba.

Em dois contratos, o Governo de Pernambuco tomou como referência os preços praticados na capital vizinha que, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), estavam acima dos valores de mercado.
A relação trabalhista entre o filho de Anderson Gomes - que leva o mesmo nome do pai - e a Ideia Digital está divulgada em seu próprio perfil do Facebook, onde ele consta como “coordenador” da empresa.

Procurado pelo Jornal do Commercio, o ex-secretário confirmou o vínculo, mas negou que o fato esteja relacionado à contratação da empresa pelas duas secretarias que comandou. O ingresso do filho na empresa, de acordo com o ex-gestor, aconteceu após todos os contratos terem sido assinados. “Ele passou por um processo seletivo e hoje está na área de logística da empresa. Os contratos com o Estado foram suspensos e a empresa o manteve como funcionário pelo seu mérito”, afirmou.

“Tem gente que vai tentar estabelecer a relação entre uma coisa e outra, mas não existe. Na época em que ele assumiu o cargo na empresa, eu cheguei a consultar algumas pessoas para saber se havia algum impedimento e não há”, disse o ex-secretário. Ao todo, os quatro contratos firmados pelo Governo do Estado com a empresa somam R$ 77,5 milhões.

A investigação da PF e da CGU sobre o caso de João Pessoa apontam superfaturamento de 200 a 500% por cada item adquirido. Com base no relatório da CGU, é possível verificar que, em Pernambuco, também foram comprados equipamentos com valores majorados, totalizando um prejuízo de, pelo menos, R$ 1,4 milhão.

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