Embora rede social tenha alcançado mais de 1 bilhão de usuários, geração com idade inferior a 20 anos procura redes sociais mais personalizadas e exclusivas
Fonte: Portal IG
André Chaves: "Existe uma nova
geração que já começa a trocar o facebook por outras redes sociais de
aparelhos móveis, em uma escala exponencial"
Se por um lado eles atingiram recentemente a incrível marca de 1 bilhão de usuários, existe
uma nova geração de idade inferior a 20 anos que já começa a trocar efetivamente o Facebook
por outras redes sociais de aparelhos móveis em uma escala exponencial, mais personalizadas
e exclusivas, menos populosas. Muitos dizem que negligenciar esta geração foi um dos maiores
erros estratégicos desta empresa desde a sua fundação. Vale ressaltar que este erro foi assumido publicamente pelo fundador e, para alguns mais radicais, um erro mortal.
Com o futuro incerto, a falta de um modelo robusto e
sustentável de longo prazo do seu negócio coloca a empresa em xeque
diariamente. Na tentativa de chegar a este complexo objetivo, a rede tem
corrido atrás do tempo com práticas de negócio das mais diversas
formas. Desde comercialização de perfis públicos e corporativos
para empresas até canais customizados para marcas.uma nova geração de idade inferior a 20 anos que já começa a trocar efetivamente o Facebook
por outras redes sociais de aparelhos móveis em uma escala exponencial, mais personalizadas
e exclusivas, menos populosas. Muitos dizem que negligenciar esta geração foi um dos maiores
erros estratégicos desta empresa desde a sua fundação. Vale ressaltar que este erro foi assumido publicamente pelo fundador e, para alguns mais radicais, um erro mortal.
Do ponto de vista do usuário existem também práticas pouco ortodoxas. Um exemplo: quando o usuário publica um post pessoal, ele é visualizado — apenas — por menos que 20% da sua base de amigos. Para se chegar aos 100% é serviço pago, mas poucos usuários têm conhecimento destas regras, não é algo realmente explícito aos frequentadores.
Alguns recentes acontecimentos, como fan-pages de traficantes do Rio de Janeiro expondo arsenais de guerra contra a polícia carioca, perfis falsos e a publicação de vídeos violentos no México colocam também em dúvida os seus mecanismos de controle de publicação de conteúdo. A empresa tem retirado estas páginas logo após denúncias em alguns órgãos de imprensa. Estes são alguns fatores que deixam alguns usuários, pais e futurólogos, em dúvida, levando investidores a passar noites em claro.
Uma curiosidade é que, se para alguns o futuro desta rede é um grande ponto de interrogação e motivo de alerta, para outros, o desconhecimento faz com que estas preocupações passem despercebidas. É o que acontece, por exemplo, para os órgãos do governo, estatais e as empresas em geral (no Brasil). Muitos deles têm delegado para rede suas estratégias mercadológicas de comunicação, como se estivessem literalmente “surfando a onda do mercado” e buscando um atalho mais fácil para falar com milhares de consumidores ávidos pela troca de informações e relacionamento. Uma busca desenfreada pelo novo Santo Graal da internet, os Likes, que se nos perguntarmos “O que mesmo fazer com eles?” muitos não terão a menor ideia.
Saber se este filme terá a parte 2, parte 3, ninguém sabe. E para falar a verdade é muito mais
excitante ver o roteiro original diário, sem cortes e sem edição.
*André Chaves é presidente e CEO do iG e escreve quinzenalmente a coluna Quociente Criativo, no jornal Brasil Econômico.
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