Companhia tem 60 dias para que sejam encerrados contratos com prestadoras de serviço
Empresa também está proibida de terceirizar os serviços de redes de transmissão
A empresa Energisa Sergipe foi condenada em R$ 3,2 milhões pela morte de três terceirizados em acidente de trabalho, por ser conivente com a contratação de menores de idade por suas prestadoras de serviço e por terceirização ilegal.
De acordo com nota publicada no site do Ministério Público do Trabalho (MPT), a empresa tem 60 dias para que sejam encerrados todos os contratos com prestadoras de serviço que executam funções ligadas à atividade-fim da companhia.
A empresa está proibida de terceirizar os serviços de redes de transmissão, distribuição aérea e subterrânea, manutenção e inspeção de equipamentos, linhas e redes elétricas (usinas), subestações e unidades consumidoras e recuperação do sistema elétrico.
Além disso, a Energisa Sergipe não pode contratar terceirizados para o desligamento e religação de unidades consumidoras, serviços de leitura de energia e processamento de dados.
“O caso da Energisa demonstra que a terceirização no Brasil, em regra, possui um propósito específico que é a precarização das relações de trabalho e o consequente aumento da margem de lucro dos empresários”, afirma o procurador do Trabalho Albérico Neves, na nota do MPT.
Procurada, a empresa ainda não se manifestou.
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